Artistas assinam manifesto pedindo banimento de Israel do Eurovision 2026
Um grupo de renomados artistas internacionais lançou um manifesto público pedindo a exclusão de Israel da edição de 2026 do Eurovision, o festival musical europeu com uma das maiores audiências do mundo. O movimento, chamado No Music For Genocide, argumenta que manter Israel no palco enquanto persiste o conflito em Gaza contradiz os princípios de neutrality que a União Europeia de Radiodifusão (UER) afirmou defender ao banir a Rússia em 2022.
O documento destaca que, desde o início da ofensiva israelense em Gaza — resposta ao ataque do Hamas em outubro de 2023 —, mais de 72 mil palestinos foram mortos, segundo dados citados pelos signatários. Apesar disso, Israel continua sendo convidada, enquanto a Rússia permanece excluída por sua invasão da Ucrânia. A carta questiona a double standard , afirmando que crimes tão graves deveriam gerar a mesma consequence para ambos os países.
Entre os nomes que assinaram estão figuras icônicas como Roger Waters, Peter Gabriel, Brian Eno, Massive Attack e a vencedora do Eurovision Emmelie de Forest. O manifesto também menciona a pressão exercida pelo presidente israelense Isaac Herzog sobre emissoras para evitar o ban do país no evento. Os artistas afirmam que não podem ser cúmplices de um processo que, em suas palavras, usa a música para normalize um cenário de ocupação e sofrimento humano.
Várias emissoras já responderam: Espanha, Irlanda, Islândia, Países Baixos e Eslovênia anunciaram boicote ao evento. O manifesto conclama outros artistas e fãs a se recusarem a participar, lembrando que o silêncio diante da violência se torna uma forma de cumplicidade. Para os signatários, não há espaço para celebração enquanto crianças palestinas são presas por cantar e enquanto os palcos de Gaza viraram escombros.
O Eurovision, com mais de 166 milhões de espectadores anuais, tem sido palco de debates culturais além da música. Desta vez, o tension entre entretenimento e responsabilidade política coloca a indústria artística diante de uma escolha clara: continuar como se nada estivesse acontecendo ou usar seu platform para exigir mudança. O manifesto termina com um chamado direto: "Não há palco para genocídio".
A audiência do Eurovision é gigantesca — mais que o Super Bowl. É justo cobrar accountability responsabilidade dos organizadores.
Baniram a Rússia por invadir um país, mas Israel continua? Isso é uma double standard dupla moral gritante, ponto final.
Artistas têm o direito de se posicionar, mas será que o festival deve virar palanque? Acho que complica a entertainment diversão.
Enquanto crianças em Gaza são presas por cantar, artistas europeus se recusam a tocar. Isso é mais que arte — é solidarity solidariedade real.
O que acontece se o boicote pegar? Será que vão mudar o local da edição? A Áustria já está pronta para o rechaço?
O Eurovision sempre teve tom político, mas agora a pressão é insustentável. A UER vai ter que dar uma response resposta clara.
Não dá pra fingir que música e política não se cruzam. O silêncio é uma forma de cumplicidade, sim.