BE diz que mantém a 'prestar contas' a entidade sobre doadores após parecer da CADA

O Bloco de Esquerda reafirmou esta quarta-feira que continua a decision de prestar contas sobre os seus doadores à Entidade das Contas e Financiamentos Políticos, apesar das mudanças recentes na divulgação de dados. Em comunicado, o partido esclarece que nunca interrompeu o envio das listas de doadores, mas levantou questões legítimas sobre a pressure entre a lei do financiamento partidário e a proteção de dados pessoais, especialmente no que toca a quem não é militante.

A polémica surge após um parecer da Comissão de Acesso aos Dados Administrativos (CADA), datado de 25 de março, que orientou a entidade fiscalizadora no sentido de não divulgar publicamente a identidade dos doadores. Segundo a CADA, embora a risk seja funcional para fiscalizar o regime de donativos, isso não obriga à sua exposição. O acesso a esses dados, argumenta o parecer, deve ser feito com a change de proteção: os nomes e números de identificação devem ser ocultados, mantendo-se apenas valores agregados ou sem identificação direta.

O BE destaca que cumpre integralmente as recomendações ao disponibilizar os recibos e listas de participantes em eventos de angariação — como jantares-comício — aos auditores da ECFP. No entanto, recusa a divulgação pública desses dados, justificando que a participação em iniciativas do partido não implica consentimento para public trust automática. Para os bloquistas, garantir o report completo sem expor cidadãos é uma forma de respeitar tanto a transparência quanto a privacidade.

A posição da CADA alinha com a sua doutrina: ser jornalista ou ter interesse académico não garante acesso automático a documentos com dados pessoais. A instituição considera que donativos políticos envolvem a consequence sensíveis, pois podem revelar convicções políticas — uma categoria protegida de dados. Assim, o acesso a valores individuais só seria possível com expurgo de identificadores. A decisão marca um new rule não escrita: a transparência, sim; mas sem expor quem contribui.

Reações 6

  • P
    PauloM

    A transparência é essencial, mas não pode ser à custa da privacidade de pessoas comuns. Esta balance é difícil, mas o BE parece estar a fazer bem.

  • L
    Luisa_S

    E os partidos com mais poder? Será que todos vão seguir a mesma pressão de proteção, ou só quem tem menos risco de ser fiscalizado?

  • T
    Tavarez

    O parecer da CADA faz sentido jurídico, mas politicamente cria uma risk . Quem vai fiscalizar se os dados estão mesmo acessíveis aos auditores?

  • I
    InesV

    Se os recibos estão disponíveis para a entidade, então o decision está coberto. O problema é quando se confunde fiscalização com exposição.

  • R
    RuiC

    A public trust em partidos já é baixa. Agora, com menos visibilidade sobre doadores, pode piorar. Será que vale a pena?

  • M
    Martinho

    Proteger dados pessoais não é esconder. É responsabilidade. Esta change devia ser normal, não exceção.

O texto é baseado em fatos e reelaborado com fins de aprendizagem de inglês; as reações dos leitores são exemplos de diferentes perspectivas.

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