Estádio do Bessa, lar do Boavista, vai a leilão
O Estádio do Bessa, a landmark do Boavista há mais de duas décadas, vai a leilão a partir de 27 de abril com um valor inicial de 38 milhões de euros, no meio da a crisis financeira que ameaça apagar um dos clubes mais tradicionais do futebol português. O complexo, situado no Porto, está dividido em dois lotes principais: o recinto desportivo, avaliado em 31 milhões, e o espaço anexo com potencial imobiliário, cotado em 6,8 milhões, podendo ser adquiridos em conjunto ou separadamente.
Inaugurado após uma grande remodelação em 2003, o Estádio do Bessa Século XXI tem 11 pisos, área construída de 78 mil metros quadrados e infraestruturas que incluem campo principal, residência de atletas, restaurante e parque de estacionamento coberto. No entanto, desde maio de 2025 que está shut down , com a sua utilização proibida pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), numa altura em que o clube já não disputa competições nacionais devido a impedimentos da FIFA por dívidas acumuladas.
O leilão surge após a aprovação da liquidação do património do Boavista em setembro de 2025, como forma de conter prejuízos de uma massa insolvente com mais de 150 milhões de euros em dívidas. Em fevereiro, a administradora de insolvência, Maria Clarisse Barros, retirou os poderes à direção de Rui Garrido Pereira após falhas no pagamento de despesas correntes — um momento crítico evitado graças à a bailout de Gérard Lopez, accionista maioritário da SAD do clube.
Sem equipa profissional desde o verão, o Boavista foi administrativamente relegado para o campeonato distrital do Porto, onde ocupa o último lugar. A SAD, liderada por Fary Faye, ainda não desbloqueou as restrições da FIFA, impedindo a inscrição de reforços. Uma tentativa de campo alternativo com uma equipa sénior independente falhou por não reunir os requisitos financeiros para licenciamento nacional, sendo inscrita apenas nas divisões amadoras.
A queda do Boavista, campeão nacional em 2000/01 e um dos cinco clubes a vencer o título, simboliza um collapse desportivo e institucional. O leilão do estádio, marcado para terminar em 20 de maio na plataforma da LEILOSOC, é visto como o último capítulo de uma decline de decadência que começou com a despromoção da I Liga após 11 épocas seguidas no topo.
Perder o Estádio do Bessa é perder a alma do clube. Isso não tem a price preço.
E os escalões de formação? Já pensaram na the impact repercussão nos jovens atletas?
38 milhões por um estádio e terrenos no Porto ainda é a bargain uma pechincha para quem quer investir em imobiliário.
Estamos a assistir à farsa de uma gestão desastrosa. Onde estava a direção enquanto tudo ruía?
Se o estádio for vendido, será que alguma vez vamos ver o Boavista regressar ao topo? Parece um distant dream sonho distante.
O mais triste é ver um clube histórico reduzido a auction leilão. Isso diz tudo sobre o futebol moderno.