CIP pede a ex-presidentes de Moçambique renúncia parcial a regalias em nome da justiça social
O Conselho de Imprensa de Moçambique (CIP) enviou cartas a antigos Presidentes da República pedindo um gesto simbólico e concreto: a change nas regalias que lhes são atribuídas após o mandato. O apelo é claro — renunciem, voluntariamente, a parte dos benefícios estabelecidos no Decreto n.º 9/2026, um instrumento que garante privilégios duradouros a ex-chefes de Estado, mesmo quando o país enfrenta dificuldades profundas.
Embora o CIP reconheça com respect o papel histórico dessas figuras na construção da paz e do desenvolvimento nacional, destaca que o aumento dessas regalias ocorre num momento de economic pressure extrema. Salários atrasados na educação, greves no sector da saúde, escassez de medicamentos e escolas em ruínas contrastam fortemente com um regime de benefícios que pesa directamente no public budget , levantando questões sérias sobre justiça social.
O país, ainda marcado por poverty generalizada e fragilidade institucional, mal consegue sustentar serviços básicos, enquanto o decreto em vigor consagra vantagens como protecção vitalícia, residência oficial, transporte e equipe de apoio permanente. Neste contexto, o CIP argumenta que aceitar todos os benefícios pode ser visto como um sinal de disconnect com a realidade da maioria e uma erosão da public trust .
As cartas não pedem apenas renúncia — elas apelam à liderança moral. O CIP espera que esses ex-Presidentes usem a sua influence para pressionar o Executivo actual a rever o decreto. Trata-se de um convite à coerença: valores como integridade, sobriedade e responsabilidade, que marcaram figuras como Samora Machel e Eduardo Mondlane, devem ser honrados com actos, não apenas com discursos.
Este momento é visto como uma critical moment para reafirmar princípios éticos na governação. Um gesto de recuo voluntário não seria apenas simbólico; seria um passo concreto para alinhar a elite política com as necessidades reais da população. O CIP acredita que isso fortaleceria o tecido social e devolveria dignity às instituições, num tempo em que a social crisis exige mais solidariedade e menos privilégio.
Enquanto professores esperam meses pelo salário, ex-presidentes têm carro com motorista e casa paga? Isso é a price um preço alto demais para a democracia.
O apelo é justo, mas será que alguém no poder vai ouvir? A hypocrisy hipocrisia já virou moeda corrente.
Se recusarem, vai parecer que os valores de Machel e Mondlane não passam de retórica. A legacy herança deles merece mais.
A public pressure pressão pública tem que aumentar. Cartas são boas, mas precisamos de acção real.
Eles têm direito legal, sim, mas a moral duty obrigação moral pesa mais quando o povo sofre.
Será que o actual governo vai ter coragem de mudar isso? Ou vai usar o silêncio como resposta padrão?