Como o Irão usou negociações de paz para se reagrupar sob os olhos dos EUA

Quando a delegação iraniana desembarcou em Islamabad para conversações de paz, a cena parecia diplomática: 71 líderes vestidos com ternos pretos, incluindo figuras-chave como o presidente do parlamento Mohammad Bagher Ghalibaf e o ministro das Relações Exteriores Abbas Araghchi. Mas por trás da fachada formal, havia um pressure silenciosa — e uma oportunidade estratégica que os EUA talvez não tenham percebido.

Durante mais de um mês, o Irão enfrentou uma paralisia governativa após uma série de ataques aéreos EUA-Israel que eliminaram centros de comando e feriram o líder supremo, Mojtaba Khamenei, que desde então não aparece em público. A incapacidade de reunir lideranças em segurança em Teerão, Isfahan ou Qom criou um vácuo de a decision e coordination . A viagem ao Paquistão, então, tornou-se algo mais do que um gesto de paz: foi um safe place para os líderes se reagruparem.

Um oficial iraniano com conhecimento interno disse ao London Telegraph que a delegação foi enviada com um objetivo duplo: negociar, sim, mas também discutir os planos futuros em segurança. 'Eles procuravam uma oportunidade durante 40 dias para se reunirem sem preocupações', afirmou. 'Esta viagem ao Paquistão ajudou muito na gestão dos assuntos.' A change de cenário permitiu até trocas de mensagens com Khamenei, cuja localização e estado de saúde seguem envoltos em mistério.

A composição da delegação revela tensões dentro do regime. Embora Araghchi seja o negociador natural, a pressure política favoreceu Ghalibaf, ex-comandante da Guarda Revolucionária, sinalizando que o controle real ainda está com o military council . A presença do governador do banco central, Abdolnaser Hemmati, mostra que a economic crisis também exige atenção imediata. Para alguns analistas, como Ali Bigdeli, a equipe carecia de unidade e preparo. 'Houve a rush sem diplomacia prévia', criticou.

As negociações duraram 21 horas, mas terminaram sem acordo quando o vice-presidente dos EUA, JD Vance, se retirou, considerando inaceitáveis as posições sobre o enriquecimento nuclear e o Estreito de Ormuz. Araghchi afirmou que estavam 'a poucos centímetros' de um memorando, mas encontraram o 'maximalismo americano'. Ghalibaf foi mais direto: Washington falhou em conquistar trust . E dentro do Irão, há o temor silencioso de que a inteligência dos EUA tenha catalogado todos os presentes — uma target list potenciais caso a paz desabe.

Reações 6

  • M
    MarcosLima

    O mais irônico é que os EUA querem paz, mas criaram as condições que forçaram o Irão a se reunir longe de casa. a pressure deles virou trégua tática.

  • S
    SofiaRibeiro

    Como pode um regime tão fechado funcionar se depende de reuniões presenciais? Isso é um ponto fraco huge risk em tempos de vigilância total.

  • T
    Tono

    Ghalibaf no comando mostra que o IRGC ainda manda. Diplomacia é só fachada enquanto o military power define as decisões reais.

  • L
    LiaCosta

    E se Khamenei já não estiver vivo? Toda essa dança diplomática pode ser só para ganhar tempo até um funeral public ou uma sucessão controlada.

  • F
    FernandoP

    O Paquistão se tornou o centro das negociações. Interessante como países neutros ganham strategic importance em crises assim.

  • J
    JulianaM

    Eles acham que estão escondidos, mas a surveillance moderna não deixa ninguém realmente fora do radar. Essa viagem foi arriscada, mesmo sendo 'segura'.

O texto é baseado em fatos e reelaborado com fins de aprendizagem de inglês; as reações dos leitores são exemplos de diferentes perspectivas.

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