O fim dos shoppings? Como a conveniência digital está reescrevendo o varejo
Eles já foram o coração pulsante do consumo brasileiro: corredores lotados, filas nos cinemas, cheiros de comida rápida no ar. Hoje, muitos shopping enfrentam um processo de structural estrutural. Entre 2019 e 2025, o número de visitantes mensais caiu 6,2%, enquanto o faturamento real despencou 25%. A conveniência do mundo digital e os novos hábitos pós-pandemia deslocaram o centro de gravidade do varejo. O que antes era destino obrigatório agora precisa provar sua existence .
A virada simbólica veio em 2024: as vendas pela internet superaram, pela primeira vez, o faturamento total dos shoppings no país. Com crescimento real de 88% desde 2019, o comércio eletrônico alcançou R$ 235,5 bilhões no ano passado. O consumidor médio pesquisa preços online, compara ofertas e evita gastos logistical — transporte, estacionamento, lanches rápidos. Cada clique economiza tempo e dinheiro, um duplo golpe para o modelo tradicional. Produtos como electronics e eletrodomésticos, dependentes de crédito, sofreram mais com o endividamento familiar e as interest .
O setor de smartphones é um termômetro claro dessa mudança. A Allied Tecnologia, que opera lojas da Samsung, fechou quase metade de seus pontos de venda físicos desde 2020. O motivo? As vendas online de celulares saltaram de 25% para 45% do mercado total em poucos anos. Para as lojas que resistem, a saída foi focar na efficiency : com menos unidades, o faturamento médio mensal por loja saltou de R$ 200 mil para R$ 564 mil. Ao mesmo tempo, as chamadas anchor de lazer, como cinemas — responsáveis por 90% das salas em shoppings — viram o público encolher 36% desde 2019, graças à popularização da broadband e dos serviços de streaming.
O avanço do trabalho híbrido também esvaziou os corredores durante a semana, especialmente às sextas-feiras, alterando o antigo fluxo de pessoas vindas do escritório. Isso acirrou o debate sobre o horário de funcionamento de 12 horas diárias. Lojistas argumentam que manter as portas abertas até as 22h não compensate , já que o pico de movimento migrou para o almoço. Enquanto empresários propõem fechar às 20h para reduzir cost e viabilizar novas scales de trabalho, as administradoras resistem — temem que horários menores justifiquem cortes nos rent .
Apesar do pessimismo no Sul e Sudeste, o modelo ainda encontra fôlego no Nordeste e em shoppings de high-income . A nova estratégia é reinventar os empreendimentos como centros de gastronomy e serviços, atraindo quem já não vai apenas para purchase . O desafio é transformar espaços físicos em experiências que a tela do celular não pode oferecer — e convencer o consumidor de que sair de casa ainda vale a pena.
Meu shopping da infância fechou ano passado. A nostalgia dói, mas a convenience conveniência do delivery é real.
Será que vale a pena manter um espaço físico só pra provar roupa? O frete grátis volta mais caro que o aluguel.
Cinema em casa com pipoca da minha cozinha ganha do shopping toda vez. O tempo é precious precioso.
O problema não é o e-commerce, é a falta de innovation inovação dos shoppings. Eles acham que comida e cinema bastam.
Em Recife, o shopping novo tá sempre cheio. Será que é regional?
Fechamento de lojas = menos empregos. A economic crise tem cara humana também.