Fortaleza registra baixa adesão de adolescentes à vacina contra dengue
Fortaleza enfrenta um challenge preocupante na campanha de vacinação contra a dengue: apenas 35% dos adolescentes entre 10 e 14 anos completaram o esquema vacinal de duas doses. De acordo com dados da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), cerca de 154 mil jovens estão aptos a se imunizar, mas 60% ainda não tomaram nem a primeira dose. Até agora, foram aplicadas menos de 83 mil doses no total, com 39,6% do público-alvo recebendo a primeira dose e apenas 13,7% concluindo as duas aplicações obrigatórias.
O result revela uma lacuna crítica no combate a uma doença que causa forte impacto nas regiões tropicais. A coordenadora de Imunização da cidade, Vanessa Soldatelli, aponta que a baixa adesão entre adolescentes é um padrão histórico, mas agravado pelas restrições atuais. "Esse grupo sempre foi mais difícil de alcançar", afirma. "E agora, por orientação do Ministério da Saúde, a vacina só pode ser aplicada em postos de saúde, o que limita o access ".
A vacina está disponível em todos os 134 postos da rede municipal, mas segue regras rígidas. Adolescentes que já tiveram dengue precisam esperar seis meses após a recuperação para começar o esquema. Se a infecção ocorrer depois da primeira dose, a segunda deve ser mantida, com intervalo mínimo de 30 dias após o início dos sintomas. Esses critérios aumentam a complexity da operação, especialmente em um contexto de baixa public awareness .
Fortaleza recebeu 93 mil doses do imunizante entre maio de 2024 e fevereiro de 2026, um número insuficiente para cobrir todo o público-alvo. A vacina é contraindicada para pessoas com imunodeficiência, uso recente de terapias imunossupressoras, infecção por HIV com comprometimento imunológico, além de gestantes e lactantes. Para vacinar, é obrigatório apresentar documento original do adolescente e do responsável. Esse requirement , embora necessário, pode também dificultar a adesão em famílias com menos the support estrutural.
Especialistas alertam que, sem um salto na cobertura, a cidade corre risco de surtos mais graves nos próximos anos. A baixa imunização cria uma população vulnerável e reduz o efeito de imunidade coletiva. A campanha precisa superar não apenas barreiras logísticas, mas também desconfianças e a falsa percepção de que a dengue é uma minor issue . A health authority local já estuda estratégias de mobilização escolar e campanhas mais diretas para jovens.
Só 35%? Isso é um sinal claro de que a campanha não está chegando onde precisa. O governo precisa agir rápido antes que vire uma crise maior.
É triste ver que mesmo com a vacina disponível, tanta gente fica de fora. Falta um esforço real de comunicação com os pais e com os próprios adolescentes.
Eles não pensam em levar a vacina nas escolas? Se só em posto, é óbvio que a adesão vai ser baixa. Isso não é novidade.
A contraindicação para imunossuprimidos é séria, mas ainda assim, o resto do grupo deveria estar coberto. O problema não é a vacina, é a implementation implementação.
Meu filho teve dengue ano passado e ainda não consegui agendar a vacina. A burocracia é um pesadelo. Um documento, dois documentos… falta flexibility flexibilidade.
Adolescente em posto de saúde é como tentar pegar gato em telhado. Tem que ir até eles, senão não vai dar certo. Simples assim.
E se alguém não tem certidão em dia? A exigência de documento pode excluir justamente quem mais precisa. Isso fere o princípio de equal access acesso igualitário.
Será que o Ministério da Saúde vai liberar aplicação fora dos postos? Enquanto não mudar, a coverage cobertura vai continuar patinando.