Diretor de cirurgia suspeito de receber 179 mil euros em comissões irregulares
Um caso de high pressure no sistema de saúde português está a abalar a confiança do público. O diretor do Serviço de Cirurgia do Hospital de Santo António, no Porto, Eurico Castro Alves, é suspeito de ter recebido cerca de 179 mil euros em irregular payments ao longo de quatro anos, segundo um relatório preliminar da Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS). O valor teria sido cobrado como comissão por cirurgias realizadas por outros médicos, fora do horário normal de trabalho.
A key issue levantada pela IGAS é a ausência de registos claros de tempo de trabalho e a violação das regras do sistema integrado de gestão de inscritos para cirurgias. O relatório indica que os pagamentos não seguem os legal rules e podem configurar um conflito de interesses, especialmente dada a posição de influência do médico no setor público e privado. Se confirmada a irregularidade, Castro Alves poderá ser obrigado a devolver o dinheiro.
Eurico Castro Alves, que já foi secretário de Estado da Saúde e hoje preside ao conselho regional do Norte da Ordem dos Médicos, nega qualquer ilegalidade. Em resposta, afirma que aguarda uma fair decision e que todas as suas ações estiveram dentro da lei. Diz confiar no due process e na avaliação isenta do contraditório. Apesar disso, já se afastou de funções de destaque, como a coordenação do plano de emergência do SNS, após uma onda de críticas.
O caso começou em novembro de 2024, quando surgiram suspeitas sobre a gestão da lista de espera e a dual roles entre o setor público e privado. Mais de 600 médicos assinaram uma carta aberta questionando o seu papel, alegando conflito de interesses. Alguns chegaram a chamá-lo de 'ministro-sombra' da ministra da Saúde, Ana Paula Martins, o que aumentou a public scrutiny sobre suas ações. A pressão sobre as instituições para esclarecer o caso cresce dia após dia.
179 mil euros em quatro anos? Isso são quase 45 mil por ano. Em que mundo isso é acceptable aceitável para coordenar cirurgias informais?
O problema não é o valor, é o falta de transparência. Se não há registo de horas, como podemos confiar no sistema?
Ele já teve cargos muito altos. Isso dá muito influence influência. Precisamos de regras mais rígidas para evitar abusos.
Enquanto o povo espera meses por uma cirurgia, alguns estão a ganhar dinheiro à sombra. Isto é um disgrace desperdício do SNS.
Espero que a investigação seja mesmo impartial imparcial. Quando há figuras tão conhecidas envolvidas, tudo pode acontecer.
O homem diz que está tudo dentro da lei. Até prova em contrário, devemos respeitar o presunção de inocência.