250 milhões para florestas: esperança com ressalvas

Um new plan de 250 milhões de euros para o setor florestal português traz esperança, mas também a pressure crescente por resultados. Aprovado pela Comissão Europeia, o pacote promete subvenções diretas até 2029 para recuperar florestas após incêndios, fenómenos meteorológicos e para compensar proprietários que reflorestam. A decision foi bem recebida, mas especialistas avisam: o maior risk não é a falta de diagnóstico, mas a failure histórica na execução.

António Luís Marques, da CAP, questiona se o montante reflete good information técnica e trabalho de campo validado. 'Só com escrutínio podemos defender as medidas', diz. O setor já tem décadas de planos e consensos — como o modelo agrosilvopastoril — mas pouco avanço no terreno. A challenge real está em transformar palavras em ação, especialmente onde os custos são altos, a mecanização é limitada e a public trust nas políticas é frágil.

Nas zonas a norte do Mondego, a orografia obriga ao trabalho manual e a baixa produtividade afeta muitas áreas. O setor produz bens públicos essenciais — como qualidade do ar e da água — que não têm market return . Junte-se a isso o growing risk de incêndios com ciclos de recuperação mais curtos. No centro do país, recentemente atingido por fenómenos extremos, a urgency é clara, e a resposta precisa ser rápida e proporcional.

O modelo de apoio prevê prémios fixos por até 20 anos — uma long-term support que traz previsibilidade, crucial num setor de ciclos lentos. Mas Marques alerta: os fundos precisam chegar quickly às pessoas, empresas e centros de investigação. 'A burocracia mata', resume. Ele defende que o dinheiro vá para incentivar a produção, recuperar áreas deprimidas e apoiar quem produz bens comuns sem lucro direto.

As Organizações de Produtores Florestais são vistas como peças-chave. Em territórios de minifúndio, elas agregam propriedades e gerem recursos coletivamente. Fortalecer essas estruturas com program contracts pode compensar a ausência de um serviço público de extensão rural. A proximidade com as comunidades locais lhes dá uma vantagem que o Estado centralizado não consegue replicar. Agora, o teste será se a implementation acompanha a promise .

Comentários 6

  • T
    TeresaM

    250 milhões parecem muito, mas se for para durar até 2029 e cobrir todo o país, o real impact pode ser mínimo. A conta não fecha assim tão fácil.

  • J
    JoaoRibeiro

    Mais um plano bonito enquanto os forest fires continuam a destruir tudo todos os verões. A response time do Estado é sempre lento demais.

  • C
    CarlaNeves

    A ideia de apoiar quem produz bens públicos é justa. Merecem fair compensation , mesmo sem lucro direto no mercado.

  • P
    PauloCosta

    Se os fundos não chegarem aos pequenos produtores por causa da bureaucracy , este plano vai ser mais uma perda de tempo. Já vimos isso antes.

  • M
    MartaSL

    As organizações locais conhecem o terreno. Dar poder a elas em vez de mais top-down decisions faz todo o sentido.

  • R
    RuiA

    E quem fiscaliza se o dinheiro é bem aplicado? Falta falar de transparency e de mecanismos de controlo. Senão é só promessa vã.