Ex-vereadora do Chega renuncia ao cargo na escola profissional da Câmara de Coimbra
A ex-vereadora do Chega eleita em Coimbra, Maria Lencastre, renunciou esta segunda-feira ao cargo de gestora da escola profissional do município, uma posição para a qual tinha sido nomeada em março, mas que nunca chegou a exercer. A decisão surge em meio ao debate sobre a proposal de fusão do Instituto Técnico Artístico e Profissional (ITAP) com a EPTOLIVA, uma associação intermunicipal que reúne Tábua, Oliveira do Hospital e Arganil. Lencastre, que passou a independent em janeiro, afirmou que não se revê no projeto e não quer ter o seu nome ligado a um processo em que a Câmara teria pouco poder de decisão.
O ponto de adesão à EPTOLIVA foi retirado da ordem de trabalhos da reunião do executivo municipal após o voto contra de Lencastre e as dúvidas levantadas pelos cinco vereadores da coligação Juntos Somos Coimbra (PSD/IL/CDS-PP/Nós, Cidadãos!/PPM/MPT/Volt). Com apenas 11 vereadores no executivo, a presidente Ana Abrunhosa (PS/Livre/PAN) viu-se forçada a postpone a decisão. A oposição questionou, entre outros pontos, o futuro da empresa municipal Prodeso, a falta de um estudo de viabilidade e o risco de Coimbra ficar em minority numa associação dominada por três outros municípios.
Lencastre esclareceu que, embora tenha um contrato assinado, nunca exerceu funções nem recebeu vencimento. Disse sentir-se excluded do processo de decisão e criticou a quase ausência de autonomia da Câmara na nova estrutura. Em resposta, o vice-presidente Miguel Antunes, responsável pela educação, defendeu que a fusão representa a best solution para garantir a sustentabilidade do ITAP, que acumula prejuízos e não acompanhou a evolução do ensino profissional. Para ele, a renúncia é uma escolha pessoal, mas o projeto educativo precisa de continuity .
Apesar da retirada temporária da proposta, Antunes afirmou que o processo será revisto para esclarecer as dúvidas levantadas. Também negou que a ausência de Lencastre no processo de fusão indique falta de confiança, dizendo que a gestão seria definida mais tarde. A tensão reflete um momento crítico para a política local: enquanto alguns veem a fusão como uma necessary step para salvar uma escola em crise, outros temem uma perda de controlo e transparência. O caso levanta questões sobre o equilíbrio entre eficiência administrativa e local autonomy .
Se nunca exerceu funções nem recebeu salário, pelo menos não há public cost custo para o erário. Mas é estranho nomear alguém e depois isolar essa pessoa do processo.
O discurso de 'melhor solução' soa bem, mas onde está a transparency transparência no processo? Se até a gestora indicada se sente excluída, há algo mal.
Coimbra em minoria numa associação com três municípios menores? Isso é um red flag sinal vermelho evidente. Autonomia está em risco.
Renunciar sem ter feito nada é um sinal forte. Mostra que o problema não é pessoal, mas de governança.
A fusão pode trazer economia de escala, sim, mas quem garante que o ensino não vai decline piorar com menos controlo local?
Política é assim: hoje aliada, amanhã independente, depois fora. O que importa é saber se o public interest interesse público está a ser servido.
Adiar não resolve. Ou se apresenta um plano claro com estudo de viabilidade, ou isto vai ser um political mess caos político.
Ela disse que as agendas anteriores eram de 'limpeza'. Interessante. Será que agora começou a ver o que realmente está em jogo?