Luís Montenegro recebe, nesta quarta-feira, a venezuelana Corina Machado
O primeiro-ministro Luís Montenegro recebe esta quarta-feira uma figura central da oposição venezuelana, María Corina Machado, numa audiência marcada para as 15h00 na residência oficial de São Bento, em Lisboa. O encontro ocorre num critical moment para a cena política venezuelana, com Machado a ser amplamente reconhecida como uma das vozes mais fortes contra o regime anterior liderado por Nicolás Maduro.
Antes de chegar a Portugal, Machado esteve em Madrid, onde fez duras public statements contra líderes progressistas da América Latina e da Europa. Durante uma conferência de imprensa em Barcelona, afirmou que um encontro com o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, não era aconselhável, citando a polarização em torno da sua figura. Presidentes como Gustavo Petro, da Colômbia, e Luís Inácio Lula da Silva, do Brasil, expressaram preocupações com possíveis political retaliation caso ela retorne ao poder.
Apesar das críticas, Machado destacou o apoio que tem recebido de Washington, elogiando o ex-Presidente norte-americano Donald Trump como o único líder mundial que risked lives pela liberdade da Venezuela. Essa strong endorsement vem após a operação militar dos EUA que levou à captura de Maduro em janeiro, um momento que Machado classificou como uma virada decisiva. Ela confirmou estar a coordenar com autoridades norte-americanas os final steps para o seu regresso ao país, mesmo diante de ameaças reais.
Em Espanha, a opositora evitou qualquer contacto oficial com o governo socialista, mas reuniu-se com figuras conservadoras como Alberto Núñez Feijóo e Santiago Abascal, descrevendo a coincidência com a Cimeira da Democracia como providential . Ao atacar a atual Presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, Machado afirmou que ela representa caos e medo, enquanto o seu movimento busca uma transição pacífica e democrática. O encontro com Montenegro pode sinalizar uma nova frente diplomática em apoio a essa political transition .
Interessante como a política externa de Portugal está a dar um passo tão direto. Apoiar uma oposição armada indiretamente pode trazer unintended consequences consequências não intencionadas.
Claro que foi providencial? Ela planeou isso todo para desestabilizar o encontro progressista. Hipocrisia pura por trás de um discurso de democratic values valores democráticos.
O 'arriscou vidas' do Trump soa bem, mas será que os EUA não têm interesses estratégicos por trás disso tudo? Nada é só moral support apoio moral no tabuleiro geopolítico.
Acho corajoso da parte dela enfrentar as ameaças. Mas será que uma transição pacífica é realista depois de tanto political violence violência política?
Montenegro está a alinhar com potências conservadoras. Será que Portugal vai virar um ponto de apoio logístico? Isso muda a regional balance balança regional.
A única coisa clara aqui é que ninguém fala em justiça ou social reform reforma social. Só há troca de poder, não transformação.