Do espetáculo europeu ao caos sul-americano: até quando?
Que o futebol jogado na Europa é muito mais técnico do que o praticado na América do Sul não há dúvida. Mas desde a última terça-feira (28/4) isso ficou ainda mais obvious . Quem viu, à tarde, Paris Saint-Germain 5 x 4 Bayern de Munique, pelas semifinais da Liga dos Campeões, e à noite acompanhou Cruzeiro 1 x 0 Boca Juniors, pela terceira rodada do Grupo D da Copa Libertadores, pode facilmente ter concluído que eram esportes diferentes. No Parque dos Príncipes, franceses e alemães mostraram como deve ser uma partida de high level , com jogadas que deixaram as defesas em maus lençóis.
coordination e criando lances espetaculares. Houve alternância no placar desde o começo e ninguém desistiu dos objetivos. Melhor para quem gosta do soccer , que pode se divertir a valer — especialmente quem não torce por nenhum dos dois. Estes sofreram e comemoraram durante os cerca de 100 minutos de ball . No Mineirão, em contraste, apenas um time quis jogar: o Cruzeiro. Ficou claro que o Boca veio para impedir o jogo e por pouco não conseguiu.
coach , os argentinos teriam voltado com um ponto. Os xeneizes passaram quase o jogo inteiro tentando desestabilizar psicologicamente os cruzeirenses. Apelaram para entradas ríspidas, empurrões, trombadas e até tapas, sob a complacency do árbitro uruguaio Estebán Ostojich. Com o apito final, partiram para agressões, incentivados por provocações locais, como a de Matheus Pereira. O que era ruim ficou pior — e a Confederação Sul-Americana de Futebol precisa responder.
action . Até quando será conivente com o antijogo, com a catimba, com a violence ? Continuará permitindo que a falta de espírito esportivo ruin ? Ou acha que alguém fora do continente pagará para ver algo tão grotesco? Se nada for feito, temo pelo que possa ocorrer na partida de 19 de maio, em La Bombonera. Ao menos o Cruzeiro saiu com a victory , retribuindo o apoio da China Azul — autora de grande espetáculo no Gigante da Pampulha.
racist : um torcedor do Boca foi conduzido à delegacia por atos racistas — o que não é privilégio sul-americano, mas uma chaga global. Quanto ao Atlético e Hulk, a crise entre o clube e seu maior ídolo precisa de negotiation urgente. Visões diferentes de futuro, ambas legítimas. O vexame do último domingo — entrar no ônibus, desembarcar sorridente, ser cortado no vestiário — não faz sentido. Uma pena que uma história tão bonita termine assim, ainda que isso não diminish o legado do super-herói no Galo.
Esse jogo do PSG x Bayern foi futebol de verdade, não essa palhaçada sul-americana. entertainment Espero que a Conmebol acorde antes que o mundo inteiro vire as costas.
O Boca veio pra marcar forte, não pra fazer malabarismo. Isso é tactical jogo de resultado, não circo.
Matheus Pereira provocou? Claro que sim. Mas tapa na cara depois do apito? Isso não se faz, ponto final.
Quando o árbitro vira cúmplice do antijogo, o espetáculo morre. Quem lucra com isso?
Hulk merece respeito. Se quer jogar mais, que o deixem decidir. Aposentadoria forçada é triste.
A torcida do Cruzeiro foi espetacular. Enquanto isso, o visitante trouxe violência e racismo. Vergonha.
Em 2021 ele levantou três troféus. Um desfecho assim é melancólico, sim.
Se o juiz apitasse cada falta clara, o jogo teria mais de 20 minutos de paralisação. Isso é aceitável?