Dívida de 23 milhões ameaça fábrica de café em Azambuja
A Mocoffee, produtora de cápsulas de café com fábrica na Azambuja, entrou em a process de crise ao apresentar um Processo Especial de Revitalização (PER) devido a uma dívida acumulada de 23,4 milhões de euros. A empresa, que faturou 13,23 milhões em 2024 e tinha lucros de 1,3 milhões, enfrenta agora a pressure extrema para garantir a sua sobrevivência, com a necessidade urgente de atrair new investment que injete, no mínimo, três milhões de euros no negócio.
Os principais credores são instituições financeiras, com destaque para o BCP e a Caixa Geral de Depósitos, cada um com 2,7 milhões de euros em créditos, seguidos pelo Montepio (2 milhões) e Crédito Agrícola (1,5 milhões). A exposição bancária representa metade da dívida total, colocando o setor financeiro em posição sensível. Também estão na lista o Banco do Brasil, o Santander Totta e empresas como KPMG, com 372 mil euros em serviços prestados, além de dívidas ao Estado na public sector , como Segurança Social e Fisco.
A fábrica na Zona Industrial da Azambuja, com capacidade para 350 milhões de cápsulas por ano, emprega mais de 30 pessoas e exporta 90% da sua produção para marcas como a suíça Delizio, a francesa Cafés Richard e a australiana Vittoria Coffee. Sem o new funding , há risco real de a empresa não conseguir cumprir obrigações correntes, o que poderia desencadear um incumprimento generalizado. O despacho judicial de 20 de fevereiro suspende ações executivas contra a empresa por até quatro meses, garantindo um espaço de manobra para negociações.
A origem da Mocoffee remonta ao inventor da cápsula monodose da Nespresso, Eric Favre, cuja empresa foi comprada em 2014 por uma startup brasileira. Ricardo Flores, então com 10% do capital, assumiu o controlo via MBO em 2018 e transferiu a operação para Portugal, onde montou a fábrica em plena pandemia. A aposta industrial foi ambiciosa, mas a atual financial risk põe em causa a sustentabilidade do modelo, mesmo com clientes internacionais consolidados.
O plano de recuperação depende diretamente da entrada de um novo investidor que consiga estabilizar o daily operation e cobrir necessidades imediatas de tesouraria. Enquanto isso, a confiança dos credores e a market impact permanecem em equilíbrio delicado. O futuro da Mocoffee, agora com sede em Portugal e subsidiárias no Reino Unido e no Brasil, está pendente de uma decisão que pode definir não só o destino da empresa, mas também o sinal que envia sobre a resiliência do setor agroindustrial nacional.
Três milhões para salvar uma fábrica com capacidade de exportação? Parece um fair deal bom negócio se os compradores forem estratégicos.
O BCP e a CGD com 2,7 milhões cada... isso é muito dinheiro público em risco. Espero que não termine como os casos anteriores de state bailout resgate estatal disfarçado.
Azambuja precisa desses postos de trabalho. Se a fábrica parar, o impacto local é brutal. O custo real não é só financeiro.
Empresa faturou 13 milhões e tem 23 de dívida? Algo não bate certo. Ou a financial management gestão financeira foi fraca ou há contas por explicar.
Trabalho lá há dois anos. A produção está a andar, mas a tension tensão no ambiente é visível. Ninguém fala alto, mas todos sentem.
PER não é falência, mas é um sinal forte. A pergunta é: quem vai entrar com o dinheiro? E por qual price tag preço?