Nos cria empresa para apostar na segurança e defesa
A Nos, até agora conhecida principalmente pelos seus serviços de telecomunicações, está a dar um salto estratégico ao criar uma nova empresa dedicada à security e defesa. Batizada como Nos Security Technology, a nova entidade foi formalmente constituída em novembro com o objetivo de atuar em áreas tecnológicas críticas, impulsionada pelo aumento do investimento europeu em soberania digital e capacidades militares. Este movimento posiciona a operadora no centro de um setor em rápida expansão, onde a pressure geopolítica está a forçar uma reapreciação das cadeias de suprimento e tecnologia.
Segundo documentos oficiais, a empresa foca-se na prestação de serviços de engenharia e consultoria em tecnologias de informação, comunicação e eletrónica aplicadas à defesa. Além disso, está autorizada a realizar atividades de investigação e desenvolvimento (I&D), transferência de tecnologia e formação. Entre os seus objetivos estão o fornecimento de equipamentos de comunicação eletrónica e serviços de data processing , bem como cloud hosting — áreas cada vez mais estratégicas em operações militares modernas.
Um dos projetos mais ambiciosos em que a Nos já está envolvida é o Neuroquad, um consórcio europeu financiado com cerca de quatro milhões de euros pelo Fundo Europeu de Defesa. Liderado pela Multiverse Computing SAS e que inclui a Universidade Politécnica de Madrid e forças aéreas da Alemanha e Espanha, o projeto combina neurotecnologia, inteligência artificial e computação quantum para ajudar pilotos militares a tomarem decisões em situações de alto stress . O sistema monitora sinais vitais como ondas cerebrais e batimentos cardíacos para adaptar em tempo real os controles e interfaces dos aviões.
A presença da Nos no setor vai além da inovação técnica. A empresa já integra o AED Cluster, que reúne players portugueses da defesa, aeronáutica e espaço, e participou em reuniões do grupo da indústria de Defesa da NATO. Representantes da Nos estiveram também em eventos internacionais como o PT-US Defence Industry Days, reforçando laços com a indústria norte-americana. O CEO Miguel Almeida faz parte do conselho de administração da nova empresa, juntamente com figuras como Manuel Ramalho Eanes, o que indica um compromisso de alto nível.
No seu relatório anual de 2025, a Nos destaca o seu papel como único parceiro de tecnologias da informação e comunicação (ICT) 100% português no setor da defesa. A empresa enfatiza o fornecimento de soluções de uso dual — civis e militares — essenciais para missões críticas. Embora a Nos tenha recusado comentar detalhes, os passos dados mostram uma transformação clara: de operadora de telecomunicações para strategic player em segurança tecnológica, alinhado com as grandes tendências europeias de soberania tecnológica.
Interessante ver uma empresa de telecomunicações a apostar tão fortemente na defence market área de defesa. Será que isso vai afetar o price preço das tarifas dos consumidores comuns?
Acho bem. A Europa precisa de ganhar autonomy autonomia em tecnologia de defesa. Depender dos EUA já não é uma opção segura a longo prazo.
O uso de real-time monitoring monitorização em tempo real em pilotos é impressionante, mas levanta questões éticas. Até onde vamos permitir que a AI control inteligência artificial controle decisões humanas?
Claro que sim. O government support apoio do governo a estas iniciativas é essencial para fortalecer a indústria nacional. Parabéns à Nos por liderar.
Será que a public trust confiança do público em empresas de telecomunicações se mantém se elas entrarem em áreas tão sensíveis como espionagem e vigilância militar?
Outra empresa a surfar a onda da security tech tecnologia de segurança. Desde que não se torne só marketing e haja mesmo real innovation inovação real, tudo bem.