‘Não recuarei’: o vereador que transformou fiscalização em cruzada
Em meio ao calor de um debate que mistura saúde pública e politics , o vereador Celso Machado (PL) parte para o confronto direto com a Santa Casa de Vilhena. Após declarações da instituição sobre a crise na saúde local, ele responde com uma nota incisiva, acusando a gestão de lançar mão de attacks para desviar o foco de falhas administrativas. Para ele, não se trata de má gestão — é perseguição política. Uma linha tênue, mas que, em tempos de polarização, define o campo de batalha onde se discute até quem pode ou não falar em nome dos vulnerable do sistema.
Celso, que já atuou como diretor clínico do Hospital Regional, nega ter responsabilidade direta pela atual crise. Diz que sua função era técnica, não administrativa, e que tentar transformar responsibility em culpa individual é uma distorção calculada. Ele lembra que, em tempos piores, chegou a usar dinheiro do próprio bolso para comprar supplies — uma lembrança que carrega peso simbólico. Hoje, argumenta, o modelo terceirizado tem mais recursos e menos burocracia, o que deveria tornar tudo mais eficiente. Mas, ainda assim, algo está quebrado.
O parlamentar aponta para um padrão: toda vez que questiona a gestão em público, surge uma counterattack para desacreditá-lo. Servidores, pacientes e prestadores de serviço que não recebem seus pagamentos — esses, na visão dele, são os temas reais. Mas, em vez de respostas, há cortinas de fumaça. Quando falta argumento técnico, sobra ofensa. E isso, segundo Machado, revela fragilidade. Um gestor seguro não ataca quem fiscaliza — ele responde com dados, com transparência, com plano de ação.
Mesmo sob pressão, ele afirma que não vai recuar. Seu mandato, diz, é compromisso com a população, não com a comfort da cúpula administrativa. Cada crítica será seguida de um ataque? Tudo bem. Ele continua. Com fé, com convicção, com a sensação de estar no caminho certo. A saúde pública em Vilhena pode estar em crise, mas, para Celso Machado, a integridade do seu papel como fiscalizador não está em negociação. E enquanto houver quem precise de atendimento digno, ele promete não baixar a guard — nem a voz.
O embate, portanto, vai além de um desentendimento pontual. É um choque de versões: a da instituição que se defende e a de um político que se diz perseguido por fiscalizar. Quem tem razão? Talvez a resposta esteja nos records oficiais, nos processos, nas contas. Mas, por enquanto, o campo está minado de acusações, e o principal witness é o do próprio vereador: um homem que diz lutar não por poder, mas por dignidade no atendimento público — e que, mesmo sob fogo cruzado, insiste em permanecer na trincheira.
Se ele pagou do bolso por supplies insumos, merece respeito. Isso não é política, é atitude.
Mas será que não está exagerando na perseguição? Toda crítica vira ataque pra ele?
Diretor clínico tem limite de poder, sim. Não pode ser bode expiatório eterno.
Admiro a courage coragem de falar mesmo sob pressão. Muitos se calariam.
Santa Casa precisa responder com fatos, não com ruído.
O problema real é o paciente esperando. O resto é teatro político.
Se a gestão tem mais recursos hoje, por que ainda há delays atrasos no pagamento?
Ele fala de fé e responsabilidade, mas cadê o diálogo? Isso não é monólogo?