TRE-SP concede medida protetiva a vereadora de Campinas contra bolsonaristas
O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo concedeu uma medida protetiva a Guida Calixto, vereadora de Campinas, após um padrão de perseguição por parte de três apoiadores bolsonaristas. A decisão, proferida pela juíza Maria Raquel Campos Pinto Tilkian Neves, impede os investigados de entrarem na Câmara Municipal e de se aproximarem a menos de 100 metros da parlamentar. O caso marca um precedente ao reconhecer, pela primeira vez na cidade, a political violence de gênero como crime eleitoral, inserindo uma nova camada de protection para mulheres em cargos eletivos.
A court order proíbe qualquer contato entre os envolvidos — Herick Renato Brenelli, Israel Grigorio Lopes Júnior e Miqueias Augusto de Carvalho Pereira — e a vereadora ou sua assessora parlamentar. A juíza também solicitou à Câmara as gravações dos dias 18 e 23 de março, quando os ataques se intensificaram, e encaminhou o caso à Delegacia de Defesa da Mulher. O reconhecimento judicial de que houve harassment , intimidation e perseguição reforça a gravidade do caso e a necessidade de resposta imediata.
Guida relata que a perseguição começou como oposição ao Projeto de Lei nº 70/2026, que cria o Sistema Municipal de Enfrentamento ao Feminicídio, mas rapidamente se transformou em uma campanha coordenada. Em uma das cenas registradas, homens gravaram assessoras distribuindo material contra o feminicídio sem consentimento. Em seguida, invadiram o gabinete da vereadora e ameaçaram expor vídeos nas redes sociais. Um dos autores teria dito: public exposure é a ameaça constante, usada para calar vozes dissidentes.
A escalada incluiu tentativas de invasão da Câmara acompanhadas por outros militantes bolsonaristas conhecidos por provocar opositores. Durante sessão legislativa, Guida denunciou o grupo como formado por homens misogynistic e machistas, cujo objetivo seria impedir políticas como o uso de tornozeleira eletrônica em agressores. Decisão firme da vereadora: não recuar. Não tenho medo de canalhas, afirmou, destacando sua trajetória como mulher negra da periferia.
O caso não é isolado. A vereadora Mariana Conti (PSOL) enfrenta ameaças semelhantes, incluindo um pedido de cassação baseado em fake news . Ambos os episódios revelam um padrão: a utilização de intimidação, gravações não autorizadas e ataques coordenados para deslegitimar mulheres que defendem pautas inclusivas. A decisão do TRE-SP, portanto, vai além de um ato isolado — é um sinal de que a institutional response está evoluindo frente a uma realidade de systematic pressure .
Esse tipo de intimidation intimidação é cada vez mais comum contra mulheres na política. O pior é que muitos ainda chamam de 'pressão normal'.
Notaram que sempre aparecem gravando, mas nunca levam pauta? É puro teatro para gerar public exposure exposição pública e criar clima de medo.
A court order medida cautelar é importante, mas será que vai ser cumprida de verdade? Em outros casos, a fiscalização é fraca.
Chamar isso de 'oposição política' é um abuso. Isso é violência. O risk risco psicológico é real e afeta o mandato.
Guida tem coragem. Dizer 'não tenho medo' depois de tudo é um ato de resistência. Decisão política também.
E o silêncio dos outros vereadores? Quando vão parar de fingir que isso é só 'conflito ideológico' e reconhecer a harassment perseguição?