Irão volta a fechar Ormuz e ataca navios

O Irão voltou a fechar o estratégico Estreito de Ormuz neste sábado, interrompendo uma breve reabertura anunciada apenas 24 horas antes. A decisão, tomada pelas Forças Armadas iranianas, surge como a response direta ao bloqueio naval mantido pelos Estados Unidos sobre os seus portos. Apesar do cessar-fogo recente entre Israel e o Hezbollah, o regime de Teerão insiste que não retomará a livre navegação enquanto Washington não levantar as restrições impostas à passagem de navios comerciais.

Em comunicado transmitido pela TV estatal, o comando militar conjunto afirmou que "enquanto os Estados Unidos não garantirem de forma plena o direito de passagem, a situação no Estreito reverterá para o seu estado anterior, sob controlo rigoroso". Pouco depois, lanchas iranianas abriram fogo sobre um petroleiro e um cargueiro que tentavam atravessar a zona, causando apenas minor damage . O movimento acende o risco de uma escalada no Golfo Pérsico, onde cerca de 20% do petróleo mundial passa diariamente.

O presidente norte-americano, Donald Trump, reagiu com tom firme, advertindo o Irão para "não fazer chantagem" com o fluxo energético global. "Eles querem fechar o Estreito outra vez, mas não podem chantagear-nos", afirmou, mantendo-se, no entanto, otimista quanto às negociações de paz, que descreveu como a correrem "muito bem". Ainda assim, o cessar-fogo de 10 dias entre Israel e Hezbollah expira nesta terça-feira, e nenhuma nova ronda de conversações foi confirmada pelos mediadores paquistaneses.

Enquanto isso, a opinião pública internacional mostra crescente pressure sobre a administração norte-americana. Segundo o mais recente Barómetro da Intercampus, 63,8% dos portugueses consideram Trump e os EUA os principais culpados pelo agravamento do conflito no Irão. Apenas 10,5% atribuem a responsabilidade ao regime iraniano. Além disso, 84,2% dos inquiridos rejeitam a decisão de Trump de iniciar a guerra, e mais de metade o considera a personalidade mais prejudicial para o futuro da Humanidade.

O estreito, com apenas 33 quilómetros de largura no ponto mais estreito, é um dos corredores marítimos mais críticos do mundo. Qualquer interrupção prolongada pode provocar a change drástica nos mercados energéticos globais. Analistas alertam que a atual tension não envolve apenas soberania nacional, mas também a estabilidade de cadeias de fornecimento e a security coletiva num momento de múltiplas crises regionais.

Reações 6

  • A
    AnaR

    O preço do petróleo vai disparar outra vez... já pensaram na cost para as famílias?

  • C
    CarlosM

    Trump diz que não cede à chantagem, mas foi ele quem começou com o bloqueio. Hipocrisia pura.

  • R
    RitaP

    Acho que ninguém ganha com isto. A public trust nos líderes está no chão.

  • J
    JoaoF

    Se o Irão fecha o estreito, os EUA mandam navios de guerra. E depois? Guerra total?

  • M
    MartaL

    Essa história de 'reabertura total' durou menos de um dia. Claramente foi só uma jogada de strategy .

  • P
    PedroN

    O que acontece se um navio de outro país for atingido? risk de envolver mais nações é enorme.

O texto é baseado em fatos e reelaborado com fins de aprendizagem de inglês; as reações dos leitores são exemplos de diferentes perspectivas.

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