EUA intensificam aposta em terras raras com compra de empresa no Brasil

A mineradora norte-americana USA Rare Earth anunciou um acordo para adquirir a brasileira Serra Verde Group, especializada em a resource crítico para tecnologias avançadas, numa transação total avaliada em 2,8 mil milhões de dólares. A Serra Verde, proprietária da mina Pela Ema em Goiás, é a única produtora em larga escala fora da Ásia dos quatro elementos de terras raras magnéticos essenciais para a fabricação de imãs de alta performance, segundo o comunicado da empresa.

A expectativa é que, até o final de 2027, a nova operação extraia cerca de 6,4 mil toneladas métricas de óxidos de terras raras por ano — um growth estratégico em um setor com high demand . A conclusão da compra está prevista para o terceiro trimestre de 2026, mas depende de aprovações regulatórias no Brasil, um signal de que o processo ainda enfrenta etapas burocráticas.

Além do pagamento direto de 300 milhões de dólares, a USA Rare Earth emitirá cerca de 126,8 milhões de dólares em novas ações para os acionistas da Serra Verde. Atualmente, a empresa brasileira é controlada por investidores norte-americanos — Denham Capital e EMG — e pelo fundo britânico Vision Blue. O movimento mostra como a global competition por cadeias de suprimento estratégicas está se intensificando.

A aquisição vem acompanhada de forte apoio financeiro dos EUA: a USA Rare Earth já tem um pacote de financiamento de 1,6 mil milhões de dólares do governo norte-americano, enquanto a própria Serra Verde fechou um acordo de 565 milhões de dólares com Washington em fevereiro. Esses strategic investments não garantem independência imediata, mas indicam uma política clara de redução da dependência da China em setores críticos de national security e tecnologia.

Terras raras, apesar do nome, são relativamente abundantes no planeta, mas sua extração e processamento são complexos. O Brasil, com a segunda maior reserva do mundo segundo o MME, tornou-se um alvo central nessa disputa. A pressão da Casa Branca sobre o governo Lula reflete um shift geopolítico em torno de quem controla os materiais-chave para a transição energética e o futuro da inovação tecnológica.

Reações 7

  • M
    mariacosta

    Esse valor de 2,8 mil milhões é só o começo. Acho que vamos ver muito mais foreign investment no setor mineral brasileiro nos próximos anos.

  • R
    rodrigom

    China domina 80% do processamento. Enquanto isso não mudar, qualquer a policy de independência é só fachada.

  • F
    ferreira_pt

    Ótimo para o país, mas espero que haja environmental safety real. Mineração de terras raras pode ser altamente poluente.

  • D
    daniel.s

    Mais um sinal de que os EUA estão correndo contra o tempo. A technological race com a China passa direto por minas no interior de Goiás.

  • A
    anapaula

    Será que o Brasil vai conseguir manter parte do valor agregado? Ou vamos só vender a matéria-prima e deixar outros lucrarem com a final product ?

  • T
    tulio_n

    A dependência é real, mas essa compra não resolve do dia para a noite. Ainda temos um longo período de transição pela frente.

  • C
    carlosvieira

    Interessante como um acordo corporativo vira uma jogada geopolítica. Terras raras não são só minério — são poder.

O texto é baseado em fatos e reelaborado com fins de aprendizagem de inglês; as reações dos leitores são exemplos de diferentes perspectivas.

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