Com cessar-fogo entre Israel e Hezbollah, milhares de libaneses começam a retornar para casa

Para quem vive o inferno de uma guerra, uma brisa de peace . Dez dias que seja. É vitória. Foi assim que os libaneses receberam o anúncio do cessar-fogo. "O sul do Líbano agora está iluminado pelo seu povo", disse Mohamad Wassim, com um tom de alívio raro nos últimos tempos. Na capital, Beirute, fireworks e tiros para o alto marcaram o início da trégua. Em um gesto simbólico e urgente, os próprios moradores reconstruíram uma ponte para reconectar o sul ao resto do país, mostrando que a change mais esperada era a possibilidade de voltar para casa.

Foram seis semanas de um conflito intenso. Segundo as Forças de Defesa de Israel, ocorreram mais de 5 mil ataques, que teriam eliminado 1,7 mil integrantes do Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã. Porém, o custo humano foi alto demais. De acordo com as autoridades de saúde libanesas, mais de 2,3 mil pessoas morreram e cerca de 1 milhão foram deslocadas — quase um quinto da população. A pressure sobre a infraestrutura e a public trust nos governos envolvidos está cada vez maior. Com o cessar-fogo, milhares começaram a retornar, movidos por um misto de esperança e fear .

Hussein Amdar, de volta à sua cidade, disse que o sentimento é bom: amigos e parentes já combinam encontros para relembrar os dias antes da guerra. Mas a realidade é dura. Muitos, ao chegarem, encontraram apenas montanhas de escombros onde antes havia prédios. Territórios com forte presença do Hezbollah, como subúrbios de Beirute, estão devastados. "Está inabitável. A gente vai ter que ir embora de novo", afirmou Fadel Badreddine, diante do que restou da sua vizinhança. Para ele e tantos outros, o cessar-fogo chegou tarde demais. Um homem perdeu 13 familiares. risk de recaída na violência permanece alto.

O Exército do Líbano acusou Israel de ataques a vilarejos nas primeiras horas da trégua. As forças israelenses não se pronunciaram. O acordo permite que Israel reaja caso haja novas provocações. O Hezbollah, por sua vez, declarou nas redes sociais que está "com o dedo no gatilho" diante de possíveis violações. O Irã elogiou o cessar-fogo, enquanto o presidente do Líbano, Joseph Aoun, afirmou que uma nova fase está prestes a começar — uma que possa levar a acordos permanentes para preservar os direitos e a soberania do povo libanês.

Já o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, deixou claro que ainda planeja ações para neutralizar a ameaça dos foguetes do Hezbollah. Em paralelo, o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, escreveu em sua rede social que Israel está proibido pelos Estados Unidos de bombardear o Líbano e completou: "Já chega". Em Israel, especialmente no norte, onde os foguetes atingiram cidades, o clima é de desconfiança. Muitos moradores dizem não acreditar na trégua. Israel e Líbano são inimigos declarados desde 1948, sem acordo de paz ou relações diplomáticas. O que o mundo inteiro se pergunta agora é se essa truce pode virar uma lasting peace .

Reações 6

  • Z
    ZéPaulo

    Uma truce dessas é sempre bem-vinda, mas quantas vezes já vimos isso terminar em mais sangue?

  • T
    TerezaM

    O pior não é a guerra em si, é ver gente voltando pra casas que nem existem mais. human cost é imensurável.

  • R
    RafaelK

    O Irã apoia o Hezbollah, EUA pressionam Israel... isso não é um conflito local, é um jogo de geopolitical com vidas reais no meio.

  • C
    ClaraS

    Fico pensando na mental health dessas pessoas. Como você reconstrói uma vida depois disso?

  • D
    DaviL

    Netanyahu diz que vai continuar atacando, Trump manda parar... até quando o Líbano será campo de disputa de foreign ?

  • M
    MarinaP

    A única vitória real seria se todos os civis pudessem viver em paz. O resto é só mais um capítulo de um ciclo sem fim. Esperança é o que não pode faltar.

O texto é baseado em fatos e reelaborado com fins de aprendizagem de inglês; as reações dos leitores são exemplos de diferentes perspectivas.

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