Começo forte, mas será que dura? O Real na corda bamba de 2026
O ano de 2026 começou como um filme de suspense econômico: positive nos primeiros meses, record na Bolsa, mas com um pano de fundo de tensão global que não sai de cena. O conflito entre Irã e Estados Unidos apertou o preço do oil , que disparou 66,10%, mas, de forma surpreendente, o Brasil não só resistiu como se fortaleceu. O Ibovespa subiu 18,96%, o fluxo cambial atingiu R$ 65 bilhões — mais que 2024 e 2025 juntos — e o Real ganhou músculos frente ao dólar. Seria este o amadurecimento de uma economia finalmente resiliente?
O economist -chefe do Banco Bmg, Flávio Serrano, aponta para os ventos favoráveis: a onda do S&P, a foreign e o desempenho da Petrobras, impulsionado pelo price . Mas ele também soa o alarme: tudo isso é frágil, dependente do desenrolar geopolítico. Raíssa Florence, da OZ Câmbio, reforça: o currency forte vem da percepção de menor risk e do apelo da Selic, agora em 14,75%. O dinheiro estrangeiro entra, as divisas estrangeiras aumentam, e o Real se valoriza — mas será que é sustentável?
Nem todos veem festa. Cristiane Quartaroli, do Ouribank, avisa: o Brasil não é a star . Há melhora, sim, mas não há motivo para euforia. Pedro Persichetti, da Sail Capital, lembra que o mundo está questionando se os EUA ainda são um safe — e isso redistribui investimentos. O Brasil se beneficia por WO, como diz André Perfeito: estabilidade relativa, superávit comercial, ausência de conflitos internos. Mas isso é circunstancial, não estrutural. Os fiscal e a instabilidade política ainda rondam o cenário como ameaças latentes.
E aí vem a eleição. O political promete mexer com tudo. Persichetti alerta: cresce a uncertainty sobre a política econômica, especialmente em temas como reform e responsabilidade fiscal. O mercado reage não só a fatos, mas a expectation — pesquisas, discursos, vazamentos. Isso gera volatilidade nos ativos sensíveis. Até onde o otimismo segura? O começo foi bom. Mas o segundo ato pode ser turbulento. O balance resiste — por enquanto.
Até quando vamos depender de crise alheia pra crescer? foreign Fluxo estrangeiro é bom, mas não é modelo.
Selic em 14,75% é um golpe duplo: ajuda o câmbio, mas mata o crédito.
WO é real. Num mundo em chamas, até estabilidade mediana vira atrativo.
E o trabalhador comum nisso tudo? inflation Inflação sobe com petróleo, e salário não.
Volatilidade eleitoral já era esperada. O que me preocupa é a falta de debate fiscal sério.
O Real forte ajuda na viagem, mas import importações baratas matam indústria nacional.
Se o Irã acalmar, o petróleo cai, e a gente perde o embalo. Isso é frágil.
O saldo positivo existe, mas não confunda almoço com herança.