Montenegro defende estabilidade fiscal, mas carga tributária subiu em 2025
O primeiro-ministro Luís Montenegro afirmou com confidence que "podem fazer os polígrafos que quiserem", garantindo que nenhum imposto subiu desde que assumiu o cargo. Durante as jornadas parlamentares do PSD e CDS-PP na Maia, Montenegro destacou que os portugueses "estavam habituados a ver os seus impostos a aumentar" com o anterior governo do PS, apresentando esta estabilidade como uma key change da sua governação.
No entanto, apesar das descidas no IRS e no IRC, os dados mais recentes do INE revelam que a carga fiscal aumentou 0,2% do PIB em 2025. Este aumento, embora pequeno, coloca a taxa em 35,4%, acima dos 35,3% registados em 2023 — o ano anterior à tomada de posse do atual executivo. O crescimento económico gerou mais 6,9 mil milhões em receita fiscal e contribuições sociais, o que sugere que a economic pressure sobre os cidadãos pode ter crescido, mesmo sem subidas diretas de impostos.
Montenegro apontou o superavit orçamental de 0,7% do PIB em 2024 e 2025 como prova do sucesso da sua política, dizendo que o Governo "superou todas as previsões, incluindo a nossa que era a mais otimista". Classificou os dois anos de governo como um período de conquistas em meio a um contexto internacional difícil, referindo que, contra as críticas de electoral favoritism , os resultados não foram obtidos à custa de "medidas difíceis" para a população.
A celebração da AD, intitulada "Dois anos a trabalhar pelo teu futuro", tem percorrido vários distritos com a presença de ministros. No sábado, oito membros do Governo estiveram em cidades como Aveiro, Évora, Viseu e Lisboa. No domingo, além de Montenegro na Maia, Joaquim Miranda Sarmento participou em Setúbal e Rita Júdice falou na Lourinhã. A rodada de eventos serve como plataforma de public support e reforço da narrativa governativa, numa altura de crescente escrutínio sobre a verdadeira fiscal impact das suas políticas.
Dizer que não houve aumento de impostos mas admitir que a carga fiscal subiu é double talk dobrar a conversa. A gente pagou mais, ponto final.
O crescimento económico aumenta a receita mesmo sem mexer nas taxas. Mas isso não tira a political risk o risco político de vender uma narrativa falsa.
Superavit é bom, sim, mas será que foi sustentável ou apenas um efeito de bolha pós-pandemia? Precisamos de long-term trust confiança a longo prazo, não de foguetório.
Estive na sessão da Lourinhã. A ministra falou com clarity clareza, mas evitou números concretos sobre cortes na Justiça.
Eles apostam tudo no positive report relatório positivo, mas e se a economia abrandar em 2026? Aí a fiscal pressure pressão fiscal volta com tudo.
Faz sentido celebrar conquistas, mas fazer isso enquanto se ignora o aumento da carga fiscal? Isso fere a public trust confiança pública.