Entenda como decisão de Moraes sobre Coaf motivou pedidos de anulação
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, deixou claro nesta terça-feira (21) que as novas regras para o compartilhamento de relatórios do Coaf só se aplicam a casos iniciados após a decisão de março. Essa clarification foi feita para responder a dúvidas de defensores e evitar danos a investigações já avançadas, trazendo mais legal certainty ao processo.
Em março, Moraes determinou que o Coaf só pode repassar dados financeiros em investigações formalmente abertas, com identificação clara do alvo e demonstração da relevance do caso. Na prática, os relatórios só valem se ligados diretamente ao foco da investigação. O descumprimento dessas regras tornaria as provas e suas derivações inválidas — inclusive em processos ativos.
Essa última parte gerou um impacto imediato: defensores passaram a pedir a anulação de ações com base em relatórios prévios. Um exemplo é o caso de Luis Felipe Galvis Ramirez, preso em abril de 2025 por divulgar jogos ilegais como o 'Tigrinho'. Seu relatório foi gerado em abril de 2024, antes da abertura formal do inquérito — situação que, segundo sua defesa, fere a rule estabelecida.
O advogado Bernardo Fenelon avalia que o uso irregular do Coaf era frequente e que a decisão de Moraes tenta corrigir esse desvio. Para ele, o aumento nos pedidos de anulação é uma consequência direta dessas irregularities . A fixação de um marco temporal futuro ("ex nunc") evita um colapso em massa, mas não resolve o problema de casos com uso indevido já ocorrido.
Fenelon defende que cada situação deve ser analisada com concrete evidence de prejuízo, evitando decisões genéricas. Como a medida é uma liminar, o plenário do STF ainda decidirá se a mantém. Até lá, a policy definida por Moraes permanece em vigor — com todos os seus riscos e consequences .
Se as provas foram coletadas errado, não importa quando: a fair trial justiça tem que valer sempre.
O problema é que anular tudo agora pode beneficiar quem realmente cometeu crime. Cadê o equilíbrio?
Claro que os advogados vão usar isso. É o jogo da legal strategy estratégia. A regra nova expõe o passado podre.
Moraes está tentando consertar um sistema que usava o Coaf como caixa-preta. Melhor tarde que nunca.
E se mil investigações forem afetadas? O custo para a public security segurança pública vai ser alto.
Por que o plenário não decidiu isso antes? Deixar uma liminar gerar tanto impacto é falta de governança.