Dr. Clary: a cientista brasileira da NASA que prova que rosa e ciência combinam

Quando a pressure dos estudos em um doutorado de astrofísica pesa sobre os ombros, poucas pessoas pensariam em combinar isso com looks cor-de-rosa e maquiagem impecável. Mas para Clary do Ó, mais conhecida como Dr. Clary nas redes sociais, essa combinação é exatamente o que define sua identidade: uma astrofísica de 28 anos que trabalha na NASA construindo space telescopes e que quer provar que ciência e estilo podem andar juntos. Com um novo postdoctoral position na Caltech, ela está mais próxima do que nunca de inspirar meninas a enxergarem a ciência como um caminho acessível — mesmo que seu sonho inclua também um tênis rosa.

Clary se mudou para os EUA em 2016 para cursar Astrofísica na Universidade da Califórnia em Santa Bárbara, depois de descobrir, quase por acaso, que esse campo existia. Apesar de já ter sido aprovada na USP, escolheu os EUA por oferecerem maior academic rigor e oportunidades de pesquisa desde o início. Foi nesse período que percebeu: para chegar à NASA, precisaria se envolver com projetos científicos cedo. Seu breakthrough veio no segundo ano, quando começou a pesquisar a imagem direta de exoplanetas — uma técnica avançada para observar planetas fora do Sistema Solar. 'Eu amei, fiquei completamente apaixonada', conta. 'É isso que eu quero fazer'.

Em 2019, seu desempenho e coragem para buscar oportunidades renderam um estágio no Jet Propulsion Laboratory (JPL), centro da NASA especializado em missões espaciais. Lá, viu o rover Perseverance sendo montado — hoje, ele está em Marte. 'É doido pensar que eu vi o negócio ali, sendo feito, e agora ele tá em outro planeta', comenta. Ao final do estágio, um conselho simples mudou seu rumo: 'Você precisa fazer um doutorado'. Entre 2020 e 2025, enfrentou os anos mais difíceis da vida, com até doze horas diárias de estudo durante a pandemia. 'O professor falou: “Você não está saindo de casa. O que mais tem pra fazer?”', relembra, com ironia. Apesar do intense workload , completou a tese e se tornou oficialmente Dr. Clary.

Agora, no seu pós-doutorado na Caltech — instituição que administra o próprio JPL —, ela trabalha em dois grandes projetos: o Nancy Grace Roman Space Telescope, com lançamento previsto para este ano, e o design do Habitable Worlds Observatory, um telescópio da década de 2040. Parte de seu trabalho envolve o coronógrafo, uma tecnologia que bloqueia a luz de estrelas para revelar planetas próximos. 'É como tentar ver uma vela ao lado de um holofote', explica. Além da pesquisa, Clary compartilha sua rotina nas redes, mostrando que ser cientista não exige apagar o amor por moda. 'Quando comecei, usava roupas discretas, o estereótipo do nerd', diz. 'Mas decidi que queria ser eu mesma'.

A transformação não foi fácil em um ambiente tradicionalmente male-dominated . Havia medo de não ser levada a sério. Mas um elogio da orientadora — 'Adorei que combinou' — foi um ponto de virada. Hoje, ela defende que o que importa é a dedication , a problem-solving e a consistência, não a aparência. 'Se eu posso estar aqui sendo quem sou, outras meninas também podem', afirma. Inspirada por personagens como Elle Woods, de 'Legalmente Loira', Clary vê sua presença como uma forma de abrir portas. 'É quase uma responsabilidade', conclui, 'fazer os outros se sentirem confortáveis'.

Reações 6

  • T
    TiaNeide

    Minha sobrinha quer ser cientista e adora rosa. Vou mostrar esse texto pra ela um impulso de confiança.

  • R
    Rafa_M

    Teve gente que achou que era só marketing, mas depois de ler sobre o coronógrafo e os exoplanetas, vi que ela tá no laboratório de verdade, não só no feed.

  • P
    Paulo_Costa

    O workload de doutorado em 2020 foi real. Quem viveu sabe que 'evento' foi eufemismo.

  • L
    LuaZ

    Ela fala de 'cara de pau' como se fosse sorte, mas é a risk que todo mundo deveria ter coragem de correr.

  • C
    CienciaSim

    Finalmente alguém mostrando que ciência não é sobre parecer sério, é sobre fazer real discovery .

  • A
    Ana_B

    O que mais me tocou foi o medo de não ser levada a sério por causa da roupa. Quantas mulheres desistem por isso?

O texto é baseado em fatos e reelaborado com fins de aprendizagem de inglês; as reações dos leitores são exemplos de diferentes perspectivas.

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