Como uma comunidade em Caxias está a reinventar o futuro da energia
Enquanto o sol brilha sobre os telhados de Caxias, algoritmos invisíveis já estão a trabalhar nas sombras, decidindo quando armazenar energy e quando libertá-la. No coração do Caxias Living Lab, um experimento audacioso ganha forma: uma community de energia onde baterias domésticas deixam de ser meros reservatórios e se tornam ativos inteligentes. A technology por trás disto não vem de Silicon Valley, mas de um consórcio português com ambicionais europeias — o projeto Aliança para a Transição Energética (ATE), financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e cofinanciado pelo Europeia Union. Aqui, a digital inovação não é um luxo — é uma estratégia nacional.
A Cleanwatts Digital (CWD) está no centro desta transformação, moldando a arquitetura de um sistema que coordena recursos energéticos distribuídos (DERs) com precisão cirúrgica. Em parceria com a Galp e o Inesc-Tec, a empresa desenvolveu algoritmos que operam em tempo real, ajustando cargas e descargas conforme as flutuações do mercado e da rede elétrica. O foco? Otimização de custos, redução de emissões de CO2 e prestação de serviços à rede, como a flexibility regulatória (FRR). Cada decisão algorítmica é uma tentativa de alinhar o consumo com momentos de menor intensidade carbónica — uma strategy que vai além da poupança: é uma redefinição do papel do consumidor energético.
A verdadeira prova de fogo acontece no terreno. No Caxias Living Lab, os modelos teóricos tornam-se realidade: a CWD integrou software com hardware diverso, garantindo interoperabilidade entre dispositivos e plataformas. Isso significa que baterias de diferentes marcas, controladores e inversores conseguem falar uma mesma language digital. As interfaces desenvolvidas permitem que gestores e participantes monitorem poupanças, emissões evitadas e serviços prestados à rede — tudo em tempo real. Não é apenas uma demonstração técnica; é um ecosystem energético em funcionamento, onde dados fluem tanto quanto eletricidade.
O projeto ATE, com conclusão prevista para junho de 2026, já está a moldar o futuro da Cleanwatts Digital. O trabalho desenvolvido alimenta diretamente o Cleanwatts Operating System (CWOS), uma plataforma que promete escalar estas soluções para além de Caxias. Para a empresa, o ATE é mais do que financiamento — é uma validação de conceito em larga escala. Como afirma Andreia Carreiro, porta-voz da CWD: “Estamos a construir a infraestrutura digital que vai suportar a transição energética de Portugal e da Europa.” Cada battery integrada é um passo para um sistema descentralizado, eficiente e resilient . E cada megawatt-hora gerido com inteligência é uma vitória contra a inércia do modelo energético tradicional.
O que está em jogo aqui não é apenas eficiência técnica, mas uma mudança de paradigma: casas comuns transformam-se em nós de uma network inteligente, onde o cidadão deixa de ser passivo. A CWD e o ATE estão a provar que a energia do futuro não será apenas verde — será também smart , conectada e coletiva. E enquanto os algoritmos aprendem, também os cidadãos aprendem: que o poder está, literalmente, nas suas mãos — ou melhor, nos seus telhados e nas suas storage .
Interessante ver Portugal a liderar em renewable energias renováveis, mas será que estas soluções chegam a zonas rurais?
O discurso é bonito, mas a verdadeira challenge dificuldade vai ser escalar isto sem apoios públicos.
Faz sentido: se já temos painéis, por que não otimizar o armazenamento também?
Adoro a ideia de comunidades a venderem excess excedentes energéticos. É economia circular em ação.
Alguém sabe se os dados dos utilizadores são protegidos nestas plataformas?
Isto é exatamente o tipo de inovação que precisamos — prática, local e com impact impacto real.
‘Infraestrutura digital para a transição’ soa bem, mas espero que não seja só fumaça.