Nigéria sob ataque: bispo revela extensão dos massacres pós-Páscoa

Na Nigéria, a pressure sobre comunidades vulneráveis não dá trégua. Em plena Páscoa, enquanto o mundo celebrava, aldeias no Estado de Kebbi foram devastadas por um ataque coordenado de grupos armados. Dom Bulus Dauwa Yohanna, bispo de Kontagora, descreve com voz tensa o que chamou de "caminho de destruição planejado": mais de 50 motocicletas avançaram por mais de 100 km, saindo de uma reserva de caça no Estado de Níger, sem que as forças de segurança interviessem. A decision de agir com tanta a risk indica um colapso de public trust nas instituições.

Os alvos foram claros: Debe, Kelkemi, Binua e Kaura. A igreja católica e a casa do catequista em Debe foram destruídas. O catequista e sua família escaparam por pouco. Já o pastor pentecostal da Igreja Redimida foi assassinado. Uma mesquita também foi atacada, mostrando que a violência não poupa religião alguma. O relatório do bispo indica que cerca de 24 pessoas morreram, mas o número real pode ser maior — os corpos ainda não foram resgatados. Cerca de 500 civis estão escondidos na paróquia de Yauri, do outro lado do rio Níger, vivendo em a crisis humanitária.

Dom Dauwa Yohanna acredita que os ataques foram liderados por pastores Fulani, que buscam retomar terras pela força. Desde julho de 2025, a região oeste do rio Níger, perto da fronteira com o Benim, está sob controle de bandidos. Mais de 10.000 km² estão fora do alcance do Estado. Apenas algumas vilas mantêm presença policial ou militar. "Não há com quem negociar", diz o bispo. "Eles juram lealdade a figuras desconhecidas." A Igreja, apesar de sua moral support , não tem poder para impor paz. Os fiéis evitam ir à missa por medo de ataques — em quatro paróquias, não há padres por causa de mortes ou sequestros.

A international community é chamada a agir. O bispo faz um apelo direto: que enviemos missões diplomáticas às áreas afetadas para ver com os próprios olhos. A cobertura da mídia global, diz ele, é essencial para expor as atrocidades. A Nigéria, um dos maiores países da África, corre o risco de colapso social. Uma nova realidade se instala: quem pode, foge. A economic cost é imensa, mas a perda humana é irreparável.

Comentários 6

  • T
    TerezaM

    Ler sobre a public trust sendo destruída assim dói no coração. Como pode um governo permitir que 10.000 km² fiquem sob controle de bandidos?

  • C
    CarlosN

    A response sempre vem tarde. É triste ver que só falam depois do massacre. Onde estava a polícia durante os 100 km de avanço?

  • F
    FátimaK

    O bispo tem razão: a mídia internacional precisa cobrir mais. Aqui fora, ninguém sabe o que está acontecendo de verdade na Nigéria.

  • R
    RuiP

    Esse apelo por missões diplomáticas é uma smart move . Se estrangeiros verem, vira pressão global.

  • C
    ClaraS

    A violência não escolhe religião, mas a impact cai nos mais pobres. Quem tem dinheiro foge. Quem fica, morre.

  • E
    EduardoL

    Como um país com tantos recursos pode ter tanta a risk ? Falta vontade política, não força.