Remédio errado: juros altos para inflação de custo
O risk de tratar sintomas em vez da causa é antigo, mas nunca foi tão claro quanto na atual condução da política monetária brasileira. Enquanto o Conselho Monetário Nacional (CMN) projeta uma inflação de 4,50% para 2026, a expectativa real do mercado gira em torno de 12,5% — uma gap que expõe uma desconexão crescente entre a decision política e a economia que afeta o dia a dia. Com a inflação acumulada do primeiro trimestre em 1,49%, o quadro parece ainda mais confuso: por que manter juros altos se a pressão inflacionária vem, em grande parte, de fatores externos como o preço internacional dos combustíveis? A resposta, ou melhor, a falta dela, revela um erro de diagnosis que pode estar impact duramente a produção e o crédito.
A verdadeira origem do problema não é a demanda aquecida, mas sim a inflação de custo — um mal que não se cura com juros elevados. Ao insistir nesse tool , o país ignora que o combustível mais inflamável não é a gasolina, mas a própria estrutura tributária. Hoje, cerca de 35% do preço final da gasolina é composto por tax , enquanto o valor de venda nas refinarias é de apenas R$ 2,57 por litro. A diferença até o bolso do consumidor é ampliada por margens da cadeia e mistura de etanol — um cost indireto que a política monetária não consegue controlar. O result é um remédio aplicado no lugar errado.
Enquanto isso, o government estimula o consumo com transferências de renda, mas trava a produção com juros altos e encargos pesados. Esse ciclo contraditório impede o growth sustentável: o curto prazo é movido a spending , mas o longo prazo clama por investimento. A falta de um ambiente favorável ao empresário — com menor carga e mais previsibilidade — limits a capacidade de gerar valor, empregos e inovação. O plan de estímulo vira contraponto do que deveria ser uma política econômica coordenada.
A saída não está em apertar ainda mais a política monetária, mas em corrigir o rumo com ajustes fiscais e reform tributárias reais. Reduzir a carga sobre itens essenciais pode aliviar a pressão sem estrangular o crédito. Afinal, economias fortes não se constroem apenas com spending , mas com produção eficiente e competitiva. O public merece um debate honesto: até quando vamos tratar a economia com remédios que só agravam os efeitos colaterais? A trust no sistema depende disso.
Totalmente de acordo. Juros altos só prejudicam quem quer invest investir.
Mas será que o governo tem coragem de mexer nos impostos? É o main principal problema, mas político também.
Enquanto não houver transparency transparência na formação dos preços, nada muda.
O artigo explica bem o erro de diagnóstico. Políticas de control controle que não encaram a raiz do problema.
E o povo no meio disso tudo? Paga mais caro e ainda vê o crédito travado.
Será que não estão usando a inflação como desculpa para manter juros altos e beneficiar o financial setor financeiro?
Precisamos de coragem política, não de mais relatórios técnicos.
Acho que o market mercado já sabe disso há anos. Quem está cego é quem decide.