INPE inaugura Escritório Local do CEFAVELA e fortalece cooperação em pesquisas e tecnologias para estudos sobre favelas com as favelas
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) inaugurou nesta terça-feira o Escritório Local do Centro de Estudos da Favela (a partnership com a UFABC) em sua sede em São José dos Campos. O novo espaço fortalece a colaboração científica entre instituições para ampliar o uso de data espaciais e tecnologia inovadora no estudo de favelas e comunidades urbanas brasileiras, integrando conhecimento técnico e local.
O CEFAVELA, financiado pela FAPESP e sediado na Universidade Federal do ABC, é um centro dedicado a pesquisas interdisciplinares sobre desigualdades urbanas e políticas públicas. Desde sua concepção, o INPE participa ativamente, especialmente na linha de pesquisa Favela Analytics, que combina sensoriamento remoto, ciência de dados e experiências das próprias comunidades. A abertura oficial contou com representantes das duas instituições, incluindo os diretores Jeroen Klink, Rosana Denaldi e Antonio Miguel Vieira Monteiro.
Um dos principais objetivos da cooperação é o desenvolvimento da plataforma BDC-Favelas, baseada na tecnologia do projeto Brazil Data Cube (BDC) e no Programa BIG. A plataforma organiza satellite data e de drones em cubos de informações geoespaciais, permitindo acompanhar a evolução, localização e dinâmica desses territórios ao longo do tempo. Essa estrutura pode apoiar pesquisas mais precisas e a formulação de public policies mais eficazes.
Pesquisadores do INPE das divisões DIOTG, LiSS e LabDrones, como Isabel Escada, Sidnei Sant’Anna e Jussara Ortiz, estão envolvidos na geração e análise de dados de alta resolução. Silvana Amaral, do Programa BiomasBR, atua como pesquisadora principal em estudos com satélites de luzes noturnas. Karine Ferreira, chefe da DIOTG, coordena o BDC e integra o desenvolvimento do BDC-Favelas. Atualmente, a plataforma está em fase de testes com acesso restrito às equipes envolvidas.
A criação do Escritório Local no INPE amplia a integração entre ciência e território, permitindo um diálogo mais direto entre métodos tecnológicos avançados e as realidades locais. A expectativa é que o uso de innovation e research aplicada contribua para reduzir assimetrias e oferecer novas ferramentas para o planejamento urbano e a justiça social.
Finalmente uma research pesquisa que leva em conta quem vive na favela, não só olha de cima. Isso muda tudo.
Tecnologia boa, mas será que as public policies políticas públicas vão usar esses dados de verdade ou vão ficar só no relatório?
O uso de luzes noturnas como indicador é genial. Mostra atividade econômica real, não só números oficiais.
Parceria séria entre instituições que entendem do assunto. Isso dá mais trust confiança nos resultados.
Será que o acesso restrito vai demorar muito pra acabar? Comunidades precisam dessas informações também.
Observação da Terra aplicada a justiça urbana. Um exemplo de como science ciência pode servir ao social.