Relatório da Anistia Internacional alerta sobre guinada ao autoritarismo
A Anistia Internacional lançou, nesta terça-feira, seu relatório anual sobre o estado dos human rights no mundo, e os sinais são alarmantes. A organização documenta uma guinada global em direção ao authoritarianism , com líderes usando o poder para promover ações de destruição em larga escala. Entre as denúncias mais graves estão o genocide de Israel contra palestinos em Gaza, crimes contra a humanidade cometidos pela Rússia na Ucrânia, e a escalada da violência policial no Brasil — especialmente a operação no Rio de Janeiro que deixou 120 mortos.
O relatório, com mais de 200 páginas, aponta para uma global trend : líderes como Donald Trump, Vladimir Putin e Benjamin Netanyahu estariam promovendo projetos de dominação política e econômica, muitas vezes com apoio em violence institucionalizada. O documento destaca a saída de países de organizações internacionais, como os EUA, que sob Trump se retiraram de mais de 60 entidades, incluindo agências da ONU. Também é criticada a irresponsible transfer de armas a Israel, e um ataque ilegal a uma escola no Irã que matou mais de 100 crianças.
A vigilância digital e o uso de tecnologias repressivas também são alvo da análise. Softwares espiões, censura online e a exploração predatória de recursos naturais por grandes empresas de tecnologia agravam a environmental degradation . Jamil Chade, jornalista especialista em geopolítica, alerta: tecnologia nunca é neutra. "Ela sempre é feita a partir do ponto de vista daqueles que programaram as máquinas", diz ele, defendendo a criação de uma regulation internacional para inteligência artificial, para que ela sirva à humanidade, e não à repressão.
No campo migratório, o relatório denuncia deportações em massa e políticas que bloqueiam a chegada de refugiados a países europeus. Mais de 2 milhões de afegãos foram expulsos do Irã e do Paquistão em retornos forçados. No Brasil, a Anistia exige accountability pela violência policial: 98% das investigações contra agentes são arquivadas, e menos de 2% levam a julgamento. Para Chade, isso revela um problema estrutural: "Precisamos de uma reforma na segurança para garantir proteção ao cidadão e uma polícia responsável por seus atos".
O documento conclui com um chamado urgente: governos devem agir para conter retrocessos em conflitos armados, discrimination , injustiças econômicas e climáticas, e o uso indevido de tecnologias. Mais do que um alerta, é um pedido de mobilização. Como afirma Chade, a responsabilidade não é só dos governos — é de jornalistas, ativistas, ambientalistas e de cada cidadão. "É um chamado para todo mundo, de todo lado da sociedade. Não podemos ceder em absolutamente nada".
A cada ano que passa, o mundo parece dar um passo atrás nos human rights direitos humanos. É desesperador ver como a violência institucional é normalizada.
Eles falam de tecnologia neutra como se fosse possível. Claro que não é. Algoritmos refletem bias preconceitos de quem os cria. Regulação urgente já.
O Brasil sendo lembrado por 120 mortos numa operação policial... isso deveria gerar uma crise nacional, mas vira nota de rodapé.
A saída dos EUA de tantas agências internacionais é um sinal claro de que o multilateralismo está em crisis crise. E quem perde é a população global.
Como pode um ataque a uma escola matar 100 crianças e o mundo seguir quase em silêncio? Onde está a global response resposta internacional?
Esse relatório mostra que o autoritarismo não é isolado — é uma rede de apoio entre líderes. O que nos resta é a pressão constante da civil society sociedade civil.