EUA e Israel subestimaram regime do Irã, diz professor | CNN Brasil
O cientista político Alexandre Fuccille, professor de Relações Internacionais da Unesp, afirmou que a strategy dos Estados Unidos e de Israel no confronto com o Irã está marcada por falhas profundas e por uma lack de clareza nos objetivos. Em entrevista ao programa WW Especial da CNN Brasil, ele destacou que a subestimação inicial do regime iraniano comprometeu a eficácia da campanha, gerando incertezas em um cenário já volátil.
Para Fuccille, embora haja uma military advantage clara dos EUA, com danos significativos à infraestrutura iraniana, a strategic coherence da operação é questionável. "Do ponto de vista do que é uma guerra, há objetivos não claros, mutáveis o tempo todo, não definidos nem publicizados", ressaltou, chamando atenção para o risco de ações reativas em vez de um clear plan .
O professor também apontou pressões internas nos Estados Unidos, especialmente com as eleições de meio de mandato se aproximando. "Trump está sob great pressure ", disse, ligando a decisão de avançar militarmente a cálculos políticos domésticos. Ele mencionou ainda a expressão recorrente nas críticas ao presidente: "Trump Always Chickens Out", que reflete uma public perception de hesitação e mudança constante de rumo.
Na esfera internacional, Fuccille observou que a escalada forçou uma reassessment de riscos por parte da Europa, especialmente diante de sinais de novas military capabilities do Irã. Essa mudança na correlação de forças regionais, segundo ele, pode afetar alianças e a estabilidade geopolítica no médio prazo, mostrando que os impactos vão além do campo bélico.
Acho que subestimar qualquer ator nesse jogo já mostra uma falha grave na risk assessment avaliação de risco. Isso não é novidade, mas parece que nunca aprendem.
Enquanto os EUA se preocupam com eleições, o resto do mundo sente o impacto. Política interna ditando ações globais é sempre perigoso.
Será que a military response resposta militar foi mais um gesto simbólico do que uma solução real? Os danos são reais, mas a raiz do conflito continua.
Trump amarelar de novo? Pelo visto, a pressão interna fala mais alto que qualquer foreign policy política externa bem pensada.
A Europa reavaliando sua posição é o sinal mais claro de que a situação saiu do controle. Ninguém quer ser arrastado para isso.
E o Irã fecha o Estreito de Ormuz, o preço do petróleo dispara e quem paga a conta? Como sempre, o general public público em geral.