Brasil na encruzilhada: proíbe apostas, mas minera o futuro
welcome ao Latam Insights, um panorama semanal sobre o cryptocurrency na América Latina. Esta edição traz um Brasil em transformation : de um lado, endurecendo regras com uma proibição ampla aos prediction sobre eventos não financeiros; de outro, abrindo portas para o futuro com investimentos ousados em mineração de bitcoin. Enquanto o país restringe certas formas de speculation , está, paradoxalmente, apostando alto em uma tecnologia construída sobre consenso descentralizado.
resolution nº 5.298, publicada em 24 de abril pelo Conselho Monetário Nacional, corta na raiz os contratos de derivativos ligados a eventos como esportes, jogos virtuais, eleições ou entretenimento. A justificativa? Uma technical da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) argumenta que essas plataformas replicam as estruturas das apostas com cota fixa — uma distinção regulatória que isola os derivativos financeiros, permitidos quando vinculados a índices, taxas ou commodities. O sinal é claro: o Brasil separa o financial do não financeiro com uma linha mais rígida do que nunca.
Enquanto isso, o continente se prepara para uma mining de bitcoin em grande escala. O relatório The State of Bitcoin Mining in Latin America (2026), do Hashrate Index, mostra que o Brasil cresceu 133% no hashrate em um ano — um salto que permite aos mineradores negociar diretamente com geradoras de energia, evitando overcharges de distribuição. O Paraguai já detém 4,3% do total global, mas o Brasil e a Venezuela são vistos como sleeping , com potencial para mudar o mapa energético e digital da região.
E a tradição financeira se junta à inovação: o Itaú, maior banco do país, entrou com até US$ 10 milhões na Minter via seu braço de investimentos, o Itaú Ventures. A startup ataca um problema pouco discutido: o waste de energia verde — o chamado curtailment — ao usar contêineres mobile com hardware de mineração instalados diretamente nas fontes renováveis. Assim, a energia que seria descartada passa a gerar value em forma de bitcoin. Não é só eficiência: é reapropriação do excedente.
A América Latina não está apenas assistindo à revolução do bitcoin — está moldando seu próprio papel nela. Com regulation firme em um campo e investimento estratégico em outro, o Brasil mostra uma dualidade que pode definir a década: restringir o que é visto como risk especulativo, enquanto lidera na infraestrutura de uma nova economia digital. O contraste é nítido, mas talvez seja exatamente isso que torne a região um laboratório de futuro.
Interessante como o Brasil reprime um tipo de tecnologia enquanto abraça outra. Será coerência ou contradição? Coerência nem sempre é óbvia.
A mineração com energia verde é o futuro, mas será que a escala proposta é realista sem mais transparência?
133% de crescimento no hashrate em um ano? Isso é remarkable notável. O Brasil pode realmente se tornar um player global.
Resolver o curtailment é inteligente. Transformar wasted energia desperdiçada em algo útil é inovação com propósito.
Mas e a pegada ambiental geral da mineração? Nem toda energia é verde, lembrem-se.
O Itaú investindo em mineração... Há cinco anos, isso soaria absurdo. O mundo muda rápido.
Proibir apostas disfarçadas é bom, mas será que a regulamentação vai sufocar inovação em finanças descentralizadas?