Excesso e falta de carboidrato podem prejudicar a saúde cardiovascular

O carboidrato, a source essencial de energia para o corpo, está no centro de um debate que envolve tanto o excesso quanto a restrição extrema. Um novo estudo publicado no The American Journal of Clinical Nutrition traz a signal claro: o consumo equilibrado desse nutriente não aumenta o risco de doenças cardiovasculares. A pesquisa, conduzida por cientistas da Universidade Texas A&M, é uma meta-análise que reúne dados de 174 trabalhos e mais de 11 mil participantes, oferecendo uma solid analysis sobre o impacto real dos carboidratos na saúde do coração.

Os resultados mostram que dietas com quantidade moderada de carboidratos — entre 26% e 45% do total calórico diário — estão ligadas à redução da blood pressure e dos níveis de triglicérides. No entanto, o estudo também aponta riscos: regimes low carb que privilegiam gorduras saturadas, como a dieta cetogênica, associaram-se a um aumento do colesterol LDL, o chamado 'ruim'. Esse desequilíbrio pode acelerar a arterial plaque nas artérias, um caminho direto para a aterosclerose.

Por outro lado, eliminar carboidratos também traz consequências. A nutricionista Milena Gomes Vancini, da Unifesp, alerta que o desequilíbrio crônico — especialmente com alimentos refinados como pães brancos e bolos — leva a picos de glicose e insulina, favorecendo a resistência insulínica e o acúmulo de gordura abdominal. Esse pattern metabólico aumenta o risco cardiovascular. Já a falta do nutriente pode causar indisposição, dor de cabeça e até afetar o humor, já que os carboidratos são fundamentais para o nervous system central.

A chave está na qualidade e combinação. Fontes como aveia, arroz integral, feijão, batata-doce e frutas fornecem carboidratos de baixo índice glicêmico e ricos em fibras, que ajudam no trânsito intestinal e prolongam a saciedade. Segundo Bruna Gamboa da Costa, do Einstein, o ideal é combinar esses alimentos com proteínas e healthy fats , como azeite e abacate. Essa estratégia promove uma absorção mais lenta da glicose, mantendo o equilíbrio no organismo.

Não existe uma fórmula única. A recomendação varia conforme o perfil: atletas, adolescentes, idosos ou pessoas em recuperação exigem abordagens diferentes. Como destaca a nutricionista Evelin de Carvalho dos Santos, a individualized guidance é essencial. Ela considera não apenas o estado clínico, mas também os hábitos culturais e o contexto de vida de cada pessoa — um passo crucial para transformar informação científica em prática saudável.

Reações 8

  • T
    TataFit

    Sempre achei que cortar carboidrato era a melhor solution para emagrecer, mas agora vejo que pode ser perigoso. O estudo mostra que equilíbrio é tudo.

  • P
    PauloCardio

    Como cardiologista, confirmo: o excesso de LDL é um dos maiores risks para infarto. Evitar dietas extremas faz parte da prevenção.

  • L
    LiaMae

    E o jantar? Sempre ouvi dizer que não pode comer carboidrato à noite. Será que é só mais um mito?

  • R
    RafaNutri

    A fonte do carboidrato faz toda a difference . Pão integral versus biscoito recheado não são a mesma coisa, mesmo que tenham calorias parecidas.

  • J
    JuSilva

    Isso explica por que me sentia tão mal na cetogênica: dor de cabeça todo dia. Pensei que fosse adaptação, mas era falta de energy source pro cérebro.

  • C
    CrisZap

    Mais um estudo mostrando que o extremismo na dieta nunca é bom. O corpo precisa de balance , não de modas passageiras.

  • M
    MarceloC

    E quem toma remédio para colesterol? Deveria repensar a dieta mesmo com tratamento? Essa pergunta não foi respondida.

  • F
    FêCozinha

    Vou começar a combinar aveia com castanhas no café da manhã. A combination parece simples, mas pode fazer grande impacto.

O texto é baseado em fatos e reelaborado com fins de aprendizagem de inglês; as reações dos leitores são exemplos de diferentes perspectivas.

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