Sabatinas de candidatos à chefia da ONU começam hoje; conheça os concorrentes
As sabatinas dos candidatos à chefia da Organização das Nações Unidas começam nesta terça-feira, 21, em Nova York, marcando um moment raro de transparência em um processo historicamente fechado. Quatro postulantes — Michelle Bachelet, Rafael Grossi, Rebeca Grynspan e Macky Sall — enfrentarão três horas de perguntas cada um, respondendo a representantes dos 193 Estados-membros e da sociedade civil. O formato, criado em 2016, busca trazer mais public confidence ao processo de escolha do sucessor de António Guterres, cujo mandato termina no fim do ano.
A presença de três candidatos da América Latina — Bachelet, do Chile; Grossi, da Argentina; e Grynspan, da Costa Rica — reforça uma long-standing claim da região por assumir o cargo, com base em um rodízio geográfico não oficial. Só um dos concorrentes, Macky Sall, não vem da América do Sul: ex-presidente do Senegal, ele traz uma perspectiva diferente, centrada no desenvolvimento como base da lasting peace . Essa diversidade de perfis, no entanto, contrasta com a realidade do poder decisório, que ainda está concentrado no Conselho de Segurança da ONU.
Apesar do simbolismo das audiências públicas, a decisão final depende dos cinco membros permanentes do Conselho — Estados Unidos, China, Rússia, Reino Unido e França — que detêm o poder de veto. Isso significa que, por mais que os candidatos demonstrem vision e commitment com os valores da Carta da ONU, seu alinhamento com os interesses dessas potências é essencial. O formato das sabatinas, embora represente um passo importante, ainda não altera a estrutura de poder que define quem liderará a organização em um critical period .
Os desafios que o próximo secretário-geral enfrentará são imensos: guerras em curso, como a da Ucrânia e no Oriente Médio, a crise climática e a fragmentação do sistema internacional. Michelle Bachelet, por exemplo, fala em responder a uma crise de confiança global com mais cooperação. Grossi defende um retorno às funções originais da ONU, enquanto Grynspan destaca a necessidade de fortalecer o multilateralismo. A pressão por uma escolha mais inclusive cresce, especialmente o apelo para que, pela primeira vez, uma mulher ocupe o cargo mais alto da entidade.
Uma mulher no cargo seria um sinal forte, mas será que os membros com veto estão prontos para isso?
Acho que a transparency transparência dessas sabatinas é simbólica. No fim, quem manda são cinco países.
Grynspan tem perfil técnico forte, mas será que falta visibilidade internacional pra vencer?
A América Latina merece, sim, mas o cargo não pode ser só por rodízio. O mundo precisa de strong leadership liderança forte.
Sall tem boas ideias, mas as acusações de repressão no Senegal pesam muito contra ele.
Interessante como o formato mudou, mas o poder real continua o mesmo. Mudança de fachada?
O próximo secretário vai herdar um sistema em crise. Espero que tenha real impact impacto real.