EUA pressionam Cuba por reformas durante reunião em Havana
Autoridades dos EUA se reuniram com seus homólogos cubanos em Havana na primeira semana de abril, marcando um raro momento de diálogo entre os países em meio a uma profunda crisis energética e econômica em Cuba. O encontro, confirmado por ambas as partes, ocorreu sob a supervisão do Secretário de Estado Marco Rubio e foi o primeiro a receber uma delegação oficial americana em solo cubano desde 2016 — excluindo a base de Guantánamo. A reunião, inicialmente revelada pelo outlet , abre uma janela tensa de negociação em um momento de instabilidade crescente na ilha.
Um funcionário do Departamento de Estado, falando sob anonimato, afirmou que a delegação americana reforçou a urgência de reforms na economia estatal cubana, alertando que as elites governantes têm uma narrow window para agir antes que a situação se torne irreversível. Segundo o relato, os EUA condicionam qualquer relaxamento do blockade ao fornecimento de petróleo a mudanças concretas, incluindo maior freedom política, a libertação de presos políticos e a abertura para tecnologias como o Starlink, de Elon Musk.
Apesar do tom pressionador, o Ministério das Relações Exteriores de Cuba classificou a conversa como respectful e negou que prazos ou ameaças tenham sido impostos. Alejandro García del Toro, responsável pelos assuntos americanos no Itamaraty cubano, destacou que o fim do embargo energético era uma priority central da delegação. Entretanto, o governo americano também demonstrou preocupação com a influência de potências estrangeiras na ilha, sugerindo que a security regional está em jogo caso as reformas não avancem.
Um detalhe simbólico chamou atenção: o avião que transportou a delegação foi o primeiro da administração americana a pousar em Havana em oito anos. Além disso, um alto funcionário se encontrou separadamente com Raúl Guillermo Rodríguez Castro, neto do ex-presidente Raúl Castro, figura ainda influente aos 94 anos. Esse gesto pode indicar um esforço para engajar não apenas o governo formal, mas também os power circles históricos por trás da liderança cubana. O signal é claro: os EUA buscam uma diplomatic solution , mas com prazo e condições.
Pressão sim, mas será que os EUA realmente querem uma Cuba estável ou só um regime que obedeça?
A blockade bloqueio piora tudo, mas o governo cubano também precisa encarar a realidade: sem mudanças, não há saída.
Encontrar o neto de Raúl Castro? Isso é mais strategy estratégia do que diplomacia. Querem influenciar a sucessão por trás das cortinas.
E o povo cubano nisso tudo? Enquanto discutem reforms reformas e security segurança, quem sofre os apagões são as famílias.
Se os EUA querem uma solução diplomática, por que ainda mantêm o embargo que empurra Cuba para outros aliados?
A crisis crise energética é séria. Uma coisa é política, outra é gente sem luz há dias. Isso não pode ser moeda de troca.