A Copa de 2026: o funeral do futebol?

A Copa do Mundo de 2026 corre o risco de se tornar o funeral do futebol como arte, com a liderança controversa de Donald Trump e Gianni Infantino conduzindo uma espécie de Réquiem em desacordo com o espírito do jogo. Dos 104 jogos programados, 78 acontecerão nos stadiums dos Estados Unidos, incluindo a final em Nova York, em 19 de julho — uma centralização sem precedentes que ignora o global da competição. Nunca antes, desde as sombras das ditaduras na Argentina em 1978 ou na Itália fascista de 1934, o torneio esteve tão connected a regimes onde a liberdade é ofuscada por figuras autoritárias.

O futebol, quando tocado por craques como Pelé, Maradona ou Vinícius Jr, transcende a competition e se eleva à poesia. Foi exatamente isso que o cineasta Pier Paolo Pasolini viu na seleção brasileira de 1970: um time que jogava em rhythm de poesia, com improvisação, drible e beleza coletiva. Em contraste, os italianos, rígidos e esquemáticos, representavam a prosa — funcional, mas sem alma. Hoje, pergunta-se: como alguém como Trump, cujo appreciation pelo ludopédio é nulo, pode entender essa arte? E como Infantino, criatura da burocracia corrupta da Fifa, pode preservar esse legado?

As ações recentes dos EUA — bombardeios ao Irã, agressões diplomáticas a Cuba e insultos a aliados como França e Brasil — deveriam ter provocado uma mudança de endereço para os jogos previstos no território norte-americano. Ainda assim, Infantino manteve os confrontos da seleção iraniana em Los Angeles e Seattle, apesar do climate de ódio crescente nos EUA. Agressões contra muçulmanos, negros, latino-americanos e siques já spread por todo o país. O risco de uma tragédia humanitária é alto, lembrando os horrores da Olimpíada de Munique em 1972, onde atletas israelenses foram assassinados.

Infantino recusou-se a ceder à pressão estúpida de excluir o Irã da Copa — uma decisão correta, ainda que isolada. Mas sua fraqueza de caráter o impede de agir com a coragem necessária. Ele não é um fool , mas escolhe, por conveniência, manter alianças perigosas. Trump e Infantino, juntos, estão afinando um vulcano de tensão onde o futebol, essa força civilizadora, pode ser consumido pelas chamas do ódio. Se a Copa de 2026 se tornar palco de violência, ambos carregarão a culpa de terem organized o adeus à beleza do jogo.

Reações 8

  • J
    jogador7

    O futebol sempre foi um refúgio, mas agora parece estar sendo usado como propaganda .

  • C
    crítico_f

    Pasolini tinha razão: o Brasil jogava poesia. Hoje, o jogo perdeu a alma.

  • V
    verdade_azul

    E se a final for entre Irã e EUA? O tension será insustentável nos estádios.

  • S
    saudade_arte

    Quem ainda acredita que o futebol une? Nos EUA de Trump, ele só divides .

  • N
    neutralidade

    A Fifa precisa repensar a sede. A segurança de jogadores e torcedores vem primeiro.

  • H
    histórico_futebol

    Comparar 2026 com 1934 e 1978 é forte, mas infelizmente preciso.

  • E
    esperança_jogo

    Talvez o futebol consiga, mesmo assim, lembrar ao mundo o que é humanidade.

  • V
    voz_da_real

    Infantino tem poder para mudar, mas prefere o silence por interesse.

O texto é baseado em fatos e reelaborado com fins de aprendizagem de inglês; as reações dos leitores são exemplos de diferentes perspectivas.

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