Assembleia Municipal de Lisboa aprova contas do município com lucro de 63,2 milhões em 2025
A Assembleia Municipal de Lisboa aprovou nesta terça-feira as contas do município para 2025, marcando uma viragem com a profit de 63,2 milhões de euros — uma melhoria de 73,1 milhões face ao prejuízo de 9,9 milhões registado no ano anterior. O resultado, apresentado como um sinal de financial stability , foi aprovado com divisão política clara: PSD, IL, CDS-PP e Chega votaram a favor, enquanto PAN, BE, PEV e PCP se opuseram, e PS e Livre se abstiveram.
Gonçalo Reis (PSD), vice-presidente com tutela nas Finanças, destacou que a receita executada atingiu 95,9% do previsto, enquanto a despesa ficou em 85%, o que segundo ele demonstra uma abordagem equilibrada. 'Temos um crescimento da receita acima do crescimento da despesa e isso é que permite a sustentabilidade', afirmou, sublinhando que healthy accounts são essenciais para aumentar o investimento público sem comprometer o futuro da cidade.
Apesar do número positivo, a oposição apontou falhas. O PCP criticou a falta de opção política para aplicar os recursos em benefício direto dos cidadãos, dizendo que o problema não é a escassez de dinheiro, mas sim a incapacidade de transformar receitas em concrete responses . Já o PS alertou para a queda no investimento e o aumento do passivo, chamando atenção para o risco de associações fecharem e trabalhadores perderem os seus postos devido ao atraso nas transferências do programa BIP/ZIP.
O Livre acusou o executivo de Carlos Moedas de ausência de ambição estratégica, dizendo que a cidade pode ser mais do que a visão atual permite. Por outro lado, o Chega, embora tenha apoiado as contas, expressou preocupação com o aumento da dívida, que subiu para 49% do rácio dívida/receita (de 39% em 2024), e criticou isenções fiscais a eventos como o Rock in Rio, argumentando que a cidade está a tornar-se mais cara de governar.
Os parceiros de governação também deram o seu aval com ressalvas. O CDS-PP afirmou que as contas seguem num bom caminho, enquanto a IL insistiu que good numbers não bastam sem execução eficaz. O relatório final destaca que, apesar do aumento da dívida para 427,1 milhões de euros, esta continua abaixo da média da receita corrente líquida dos últimos três anos, assegurando o cumprimento dos legal limits — uma linha tênue entre recuperação fiscal e risco acumulado.
Lucro é bom, mas e o povo? Cadê the investment o investimento nas escolas e lares?
Aumentar receita sem aumentar impostos é mérito, mas a dívida em 49% é um red flag sinal vermelho claro.
PSD diz que tem sound finances finanças sólidas, mas o PS tem razão: freguesias estão sem verba. Onde está a prioridade?
Web Summit e Rock in Rio com isenções enquanto associações fecham? Isso não é fair use uso justo do dinheiro público.
O Livre acertou: 'Lisboa pode ser mais'. Hoje temos a recovery uma recuperação técnica, não transformação.
Contas aprovadas com tantas vozes críticas? Isso mostra que o consenso é frágil. Falta public trust confiança pública real.
Se a despesa foi só 85%, por que não investiram mais? Ou será que falta capacity capacidade de gestão?
A dívida subiu 105 milhões em um ano. Isso não é sustentável. Onde está long-term planning o planeamento a longo prazo?