Estudante da U.Porto desafia fronteiras da física para decifrar a expansão do Universo
O Universo está a expandir-se mais depressa do que os modelos prevêem, e essa discrepância — conhecida como a tension de Hubble — tornou-se um dos maiores mistérios da física moderna. É precisamente nesse a gap entre teoria e observação que trabalha Miguel Barroso Varela, estudante de doutoramento em Física na Universidade do Porto. "Quando um modelo não descreve todas as observações, é aí que pode estar a física interessante", diz, com um brilho de curiosity que já o levou a publicar em revistas de prestígio como a Physical Review D e o Journal of Cosmology and Astroparticle Physics.
A sua trajetória não começou com paixão pela física teórica. "Não diria que gostava particularmente da disciplina até ao secundário", recorda. Foi um professor de Físico-Química, Carlos Azevedo, que mudou o seu rumo. Mais tarde, no Imperial College London, Miguel entrou em contato com cosmologia ao trabalhar com Claudia de Rham, uma das principais cientistas em teorias alternativas da gravity . Essa experiência definiu o seu caminho atual, sob orientação do professor Orfeu Bertolami, na FCUP.
A investigação de Miguel centra-se em interpretar dados de duas cosmic rulers : supernovas e oscilações acústicas de bariões. As supernovas funcionam como standard candles , permitindo medir distâncias com precisão. Já as oscilações são ondulações congeladas do Universo primordial, cujo tamanho conhecido ajuda a inferir o ritmo da expansão. Ao comparar medições atuais com previsões, a discrepancy persiste — e o modelo padrão, ΛCDM, não a explica por completo.
Foi isso que levou Miguel e Bertolami a explorar modificações na gravidade. "Pequenas alterações conseguem ajustar-se melhor aos dados", explica. Num artigo recente, mostraram que o seu modelo não só alivia a tensão de Hubble como também sugere que a energia escura — a força por trás da aceleração — pode não ser constante, mas dynamic . Essa ideia abre caminho para novas interpretações da evolução cósmica.
Mais recentemente, Miguel voltou-se para o Universo primordial, estudando ondas gravitacionais como cosmic echoes capazes de transportar sinais do início do tempo. Em colaboração com a cosmóloga Katherine Freese, investiga a chamada Chain Inflation — uma teoria em que o Universo expande em saltos sucessivos, deixando marcas detectáveis. "Criámos previsões teóricas sobre que sinais procurar", diz. "Agora, é esperar pelos dados."
Para além da descoberta, Miguel valoriza o ensino e a collaboration científica. Sonha com uma física portuguesa mais integrada na comunidade europeia, com mais stability para jovens investigadores. "Quero investigar, ensinar e ajudar a construir uma ciência mais aberta", diz. Um futuro em expansão, tal como o próprio Universo.
Admiro quem consegue seguir uma carreira tão exigente com tanta passion paixão. É raro ver alguém falar de física com esse entusiasmo.
Energia escura dinâmica? Isso muda tudo. Será que o modelo ΛCDM vai ter de ser replaced substituído mesmo?
Essas cosmic rulers réguas cósmicas são fascinantes. Como conseguem medir algo tão distante com tanta precisão?
Claro que é ciência de ponta, mas alguém já pensou no cost custo desses telescópios e colaborações internacionais? Quem financia isso em Portugal?
Histórias como esta mostram que a future futuro da física está em quem pergunta o que ninguém mais pergunta.
Ele fala em collaboration colaboração, mas a ciência ainda é muito competitiva. Será que a abertura é real ou só um belo discurso?
Se as ondas gravitacionais forem a chave, então os próximos anos vão ser exciting emocionantes. Mal posso esperar pelos novos dados.