Chefe do Executivo de Macau encontra líderes dos três poderes em Portugal

O Chefe do Executivo de Macau, Sam Hou Fai, embarca na sexta-feira para Lisboa numa viagem que marca a pressure por normalizar laços com Portugal após anos de tensão migratória. Esta é a sua first visit desde que assumiu o cargo em dezembro de 2024, destacou o Gabinete de Comunicação Social (GCS) do Governo de Macau. A comitiva seguirá depois para Madrid, Genebra e Bruxelas, num percurso diplomático que termina a 26 de abril em Macau.

Em Lisboa, Sam reunir-se-á com o primeiro-ministro Luís Montenegro, o presidente da Assembleia da República José Pedro Aguiar-Branco e o presidente do Supremo Tribunal de Justiça João Cura Mariano. O comunicado não confirma encontro com o Presidente da República, António José Seguro, mas sublinha que os encontros visam a change na cooperação baseada numa long-term trust entre os dois países. A agenda inclui a assinatura de mais de 39 protocolos com entidades e empresas portuguesas.

Os acordos abrangerão áreas como comércio, educação, cultura, turismo, formação de quadros e tecnologia de ponta, incluindo o chamado Big Health. Sam anunciou ainda o regresso da Comissão Mista Portugal/Macau, que não se reunia desde maio de 2019, antes da pandemia. Apesar disso, não revelou data nem a decision final sobre os pontos em debate, deixando em aberto a expectativa sobre a resolução das restrições à residência de cidadãos portugueses.

Desde agosto de 2023, Macau não aceita novos pedidos de residência para portugueses com base em funções técnicas especializadas — uma política que quebrou uma tradição pós-1999. Em vez disso, apenas é emitida a chamada blue card, com limitações em saúde e educação. A única via atual para residência plena é através dos novos programas de captação de qualified staff , um caminho estreito e competitivo.

A visita ocorre logo após a exoneração do secretário para a Economia e Finanças de Macau, que se demitiu por personal reasons . O mesmo estava previsto para integrar a comitiva europeia. A saída, em plena preparação diplomática, introduz uma new risk de instabilidade política e levanta dúvidas sobre a continuidade de certas negociações. A delegação levará representantes de empresas-chave de Macau e da zona económica especial de Hengqin, num sinal claro de economic support à agenda bilateral.

Reações 6

  • R
    RuiSousa

    A blue card é uma piada. Trabalhamos, pagamos impostos, mas não temos acesso ao SNS nem à escola pública. Isto não é cooperação, é exploração.

  • M
    Marta_AL

    É bom ver que a long-term trust está a ser reconstruída, mas cadê a transparência? Sem data para a comissão mista, parece mais um gesto simbólico.

  • J
    Joao_Tavares

    A first visit ao estrangeiro ser em Portugal mostra que ainda há um vínculo, mesmo que frágil. Melhor do que ir direto para Pequim ou Xangai.

  • L
    LiaCosta

    39 protocolos soa bem, mas a verdade está na economic support . Se as empresas chinesas estiverem lá, é porque há interesse real, não só política de fachada.

  • P
    Paulo_M

    Demissão por personal reasons dias antes da viagem? Sério? Isso fede a crise interna. A new risk não é externo, é dentro do próprio governo.

  • A
    Ana_Ribeiro

    E o decision sobre a residência? Isso é o que realmente impacta vidas. Toda a pressure está ali, não nos comunicados.

O texto é baseado em fatos e reelaborado com fins de aprendizagem de inglês; as reações dos leitores são exemplos de diferentes perspectivas.

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