Messias intensifica “beija-mão” no Senado e visita quatro gabinetes em um dia

Jorge Messias, indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo presidente Lula, intensificou nesta semana sua ofensiva no Senado, visitando four offices em um único dia na tentativa de reverter votos contrários. Com a sabatina marcada para 28 de abril, o cenário é de high pressure : enquanto o governo projeta otimismo, a oposição considera sua aprovação improvável, com até mesmo a exigência de um "milagre" para garantir os votos necessários — algo que nunca aconteceu com um indicado ao STF.

Messias tem usado o gabinete do senador Weverton (PDT-MA), relator da indicação, como base de operações para reuniões com aliados e indecisos. Nesta quarta-feira (15.abr.2026), ele se encontrou com a senadora Leila Barros (PDT-DF), visitou os gabinetes de Romário (PL-RJ) e Renan Filho (MDB-AL), e teve um encontro direct com o senador Carlos Portinho (PL-RJ). Apesar do diálogo ter sido descrito como "cordial", Portinho reafirmou seu voto contrário, destacando que o PL aprovou um fechamento de questão contra a indicação — uma medida rara em sua liderança.

O partido, junto com o Novo, divulgou uma nota conjunta argumentando que o momento não é adequado para uma nova nomeação ao STF, citando institutional instability e um crescente public trust em relação ao Legislativo e à sociedade. A justificativa reflete um clima de tensão entre os poderes, com críticas à atuação do Supremo em questões políticas recentes. Para esses partidos, uma nova indicação agora poderia agravar essa crisis .

Apesar da resistência, a articulação a favor de Messias vai além dos corredores do Congresso. Juristas e advogados têm atuado como intermediaries entre o indicado e parlamentares, buscando influenciar votos com argumentos técnicos. O senador Márcio Bittar (PL-AC), por exemplo, disse ter sido procurado por um colega do meio jurídico para facilitar um diálogo, embora tenha mantido sua posição contrária. Bittar defende que qualquer nomeação ao STF só deveria ocorrer após as eleições de 2026, para evitar political interference em um momento sensível.

O esforço de Messias de "beija-mão" — como é conhecida a estratégia de cortejar votos pessoalmente — demonstra o high risk político envolvido. Se rejeitado, será a primeira vez na história que um indicado ao STF não passa pelo Senado, um major impact não só para o governo, mas para o equilíbrio entre os poderes. A pressão continua crescendo, e cada encontro pode pesar na final decision .

Reações 6

  • P
    Paulo_MG

    Quatro gabinetes em um dia é muito esforço, mas será que isso muda alguma coisa? O clima tá tenso e a public trust no STF já tá no chão.

  • C
    Cida_Souza

    Fechar questão contra um indicado ao STF é pesado. Mostra que a political pressure tá maior que o respeito à independência do Judiciário.

  • T
    TavinhoRJ

    Chamar advogados pra intermediar é jogo sujo. Isso não é diálogo, é lobby disfarçado de boa vontade. Cadê a transparency nisso tudo?

  • L
    Lia_Brasil

    Se o governo perder essa, o sinal vermelho acende. Uma rejeição seria um major blow na autoridade de Lula no Senado.

  • R
    Rafa_Palmas

    Instabilidade institucional é só desculpa. O que eles querem é segurar o STF até depois das eleições. Tudo vira political strategy no fim.

  • D
    Duda_23

    Será que Messias entende que não basta convencer senadores? Precisa mostrar que entende a social impact das decisões do STF pra valer nosso apoio?

O texto é baseado em fatos e reelaborado com fins de aprendizagem de inglês; as reações dos leitores são exemplos de diferentes perspectivas.

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