Conselho de Disciplina da FPF arquiva processo contra o FC Porto após reclamação do Benfica
O Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) arquivou o processo contra o FC Porto após uma queixa formal do Benfica, relacionada a um episódio no Estádio da Luz no dia 8 de março. Em causa esteve a conduta de um adepto que exibiu no telemóvel a imagem de um macaco enquanto imitava gestos do animal na direção da bancada encarnada — um ato carregado de pressão simbólica e histórico peso no esporte.
Segundo o acórdão, não há evidence de que o gesto tenha sido percebido por árbitros, delegados da Liga ou forças de segurança, nem consta em qualquer official report . A Comissão de Instrutores concluiu que o ato, sendo isolated , não configura infração disciplinar sob o artigo 113.º do RDLPFP, que exige prova de promoção, consentimento ou tolerância por parte do clube — algo que a simples ausência de uma posição pública de repúdio não comprova.
O documento ressalta que o comportamento pode enquadrar-se no artigo 187.º sobre public misconduct , mas o clube já havia sido sancionado em processo sumário por cânticos discriminatórios no mesmo jogo. Assim, o CD entendeu que reabrir o caso não representaria uma new decision justa, mas uma duplicação de sanção por condutas da mesma natureza.
Agora, cabe ao Benfica decidir se recorre ao Conselho de Justiça da FPF ou ao Tribunal Arbitral do Desporto. A decisão reacende o debate sobre a eficácia das punições em casos de racismo nas bancadas e sobre a public trust dos clubes no sistema disciplinar. Muitos questionam se a barreira da visibilidade imediata não acaba por proteger clubes de responsabilização real, mesmo diante de atos com claro impact emocional e social.
Arquivar por falta de visibilidade? Isso é um huge risk enorme risco — dá carta branca para comportamentos abusivos acontecerem fora do olhar direto dos árbitros.
O FC Porto já tinha sido sancionado antes. Duplicar a punição não é justo, mas ignorar o ato também não resolve o problema de fundo.
A falta de a response resposta pública do clube depois do fato é tão grave quanto o gesto em si. O silêncio também é uma posição.
A instituição está presa em burocracia. Enquanto isso, o racismo ganha terreno com quick support apoio rápido de alguns adeptos.
O sistema precisa evoluir. A prova não pode depender só do que está nos relatórios oficiais — câmeras de telemóveis também mostram a verdade.
Será que o Benfica vai recorrer? A decisão do CD parece frágil diante do real impact impacto real que esse tipo de cena tem nos adeptos.