AFS homenageia pedagoga pioneira que viveu intercâmbio nos EUA ainda jovem
A morte de Maria Emília Brederode dos Santos, ocorrida no sábado aos 84 anos após uma doença prolongada, deixou um vazio no campo da educação portuguesa. Para a Intercultura--AFS, a perda tem um significado particular, não apenas por sua trajetória acadêmica, mas por ter sido uma das primeiras portuguesas a viver uma experiência de exchange program nos Estados Unidos ainda jovem — um passo ousado numa época em que a mobilidade internacional era rara em Portugal.
Sua participação no programa AFS, estudando um ano em uma escola secundária norte-americana, refletiu desde cedo uma abertura ao mundo e um compromisso com o intercultural dialogue — valores que marcaram sua carreira. A associação destaca que Emília tornou-se uma pioneer woman , cuja visão exigente e humanista da educação influenciou gerações no pós-25 de Abril.
Formada em Ciências da Educação pela Universidade de Genebra e com mestrado pela Universidade de Boston, ela deixou marcas profundas na política educacional. Presidiu ao Centro Nacional de Educação e ao Instituto de Inovação Educacional do Ministério da Educação, além de ter coordenado a proposta de currículo de citizenship education entre 2010 e 2011 — um esforço claro por fortalecer a active citizenship nas escolas.
A AFS Portugal reafirma seu legado como exemplo do lasting impact dessas experiências internacionais na formação de indivíduos comprometidos com a sociedade. Nascida em Campo de Ourique, Lisboa, em 1942, Emília também integrou o Conselho de Opinião da RTP e a Comissão de Honra do Plano Nacional de Leitura, mostrando uma lifelong commitment a causas culturais e educativas.
Hoje, enquanto a associação continua a oferecer programas de intercâmbio para jovens entre 15 e 18 anos, a trajetória de Emília serve como powerful inspiration — lembrando que uma única experiência no exterior pode gerar deep change não só no indivíduo, mas em toda uma comunidade educacional.
Conheci o trabalho dela no Plano Nacional de Leitura. Uma genuine leader líder genuína que nunca buscou holofotes.
Estudar nos EUA nos anos 50 ou 60 era quase inacreditável para uma jovem portuguesa. O courage coragem dela foi enorme.
Curioso como uma experiência de youth exchange intercâmbio juvenil pode moldar uma carreira inteira. Isso mostra o valor real desses programas.
Ela defendia uma escola mais humana, mas também mais exigente. Uma rare balance rareza no equilíbrio que falta hoje.
O que mais me impressiona é como ela conectou international experience experiência internacional com política educacional local. Poucos fazem isso bem.
Será que os atuais programas de intercâmbio ainda transmitem esses valores de civic engagement engajamento cívico, ou viraram só turismo educativo?