Com 5,6 trilhões de toneladas de hidrogênio natural sob a Terra, 26 vezes o petróleo conhecido e mais energia que todo o gás natural do mundo, a nova corrida do ouro já mobiliza Bill Gates, Amazon e Petrobras

Um study publicado em dezembro de 2024 na revista Science Advances revelou um recurso oculto sob a crosta terrestre com potencial para redefinir o futuro da energy : o hidrogênio geológico natural. Os pesquisadores Geoffrey Ellis e Sarah Gelman, do USGS, estimaram que o planeta pode abrigar cerca de 5,6 milhões de megatoneladas desse gás, uma quantidade que representa mais energy do que todas as reservas provadas de gás natural e equivale a 26 vezes o volume total de petróleo conhecido. Esse finding não é apenas colossal — é transformador.

Diferente do hidrogênio verde, que exige eletricidade renovável para ser produzido, ou do azul, que emite carbono, o hidrogênio geológico é gerado naturalmente pela Terra através da serpentinização — reações entre água e minerais ricos em ferro nas profundezas. Isso o torna uma renewable primária, em constante production . Como destacou Ellis, basta encontrar os pontos certos e abrir uma válvula: não há necessidade de usinas ou processos industriais complexos. A advantage é clara, mas a extração ainda enfrenta desafios técnicos reais.

A corrida já começou. A startup Koloma, com apoio de Bill Gates, Amazon e United Airlines, já levantou mais de US$ 305 milhões e perfura poços no Meio-Oeste dos EUA. No Brasil, a Petrobras investiu R$ 20 milhões em pesquisas no estado da Bahia, com expansão prevista para Minas Gerais e Pará — regiões com rochas favoráveis à generation natural do gás. A empresa já realizou workshops com especialistas internacionais e está adaptando suas técnicas de exploração de petróleo para essa nova opportunity .

Apesar do entusiasmo, há challenges sérios. O hidrogênio é a molécula mais leve e escapa facilmente, exigindo tecnologias de contenção ainda em desenvolvimento. Além disso, o mercado não existe — a demanda depende da oferta, e vice-versa. O Departamento de Energia dos EUA tem como meta reduzir o custo de produção para US$ 1 por quilograma, um limite que ainda não foi alcançado. Mesmo assim, analistas da Rystad Energy já chamam isso de ‘corrida do ouro branco’.

O estudo não promete uma revolução imediata, mas muda a perception sobre o que é possível. A mesma indústria que construiu a era dos combustíveis fósseis pode agora liderar a transição energética. Como no Spindletop, em 1901, quando um único poço transformou a matriz global, o próximo grande salto pode vir do subsolo — não de petróleo, mas de hydrogen natural. A busca está apenas começando.

Reações 8

  • T
    TéoRocha

    Se for viável, isso muda tudo. A cost do hidrogênio verde é alto demais pra escalar. Esse aqui é free na fonte — só precisa de extraction .

  • L
    LiaFernandes

    Mas e a safety ? Hidrogênio vaza fácil, e se houver leak em dutos ou poços? Não pode ser subestimado.

  • G
    GutoSilva

    Petrobras investindo em hidrogênio natural é um sinal claro: a transition energética já está nos planos estratégicos. O future é agora.

  • N
    NinaCruz

    E se for só hype? Já tivemos isso com o shale no Brasil. Investimento alto, resultado zero. Precisamos de proof real.

  • D
    DudaMachado

    A ironia é pesada: as mesmas empresas que causaram a crise climática agora querem salvar o mundo. Será solução ou greenwashing?

  • B
    BiaLopes

    A Bahia e Minas com rochas ricas em ferro são áreas promissoras. O geológico aqui é favorável, isso é fato.

  • R
    RafaPenteado

    O grande barrier é o armazenamento. Mesmo que encontremos, como manter o gás estável? Tecnologia ainda está por vir.

  • C
    CésarReis

    Se o custo chegar a US$ 1/kg, vira jogo. A barreira econômica desaparece. É uma questão de investment e tempo.

O texto é baseado em fatos e reelaborado com fins de aprendizagem de inglês; as reações dos leitores são exemplos de diferentes perspectivas.

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