Um fim de semana em Vila Velha com o ritmo da África

O som da África vai ecoar no Parque Cultural Casa do Governador neste fim de semana, transformando o espaço numa ponte sonora entre continentes. No domingo (26), o cabo-verdiano musician sobe ao palco com o concerto performance , um espetáculo que já cruzou mais de dez países e agora chega a Vila Velha para acordar memórias e ritmos esquecidos. Com apenas voz e violão, o artist conduz uma jornada musical direta, sem artifícios, ancorada numa carreira de influência continental. Ele é o composer mais gravado de Cabo Verde — um nome que dialoga com gigantes como Milton Nascimento e Gilberto Gil.

O concerto propõe uma journey pelas culturas africanas: Peul, Mandinga, Crioula, Bantu, Congo, Wolof e Zulu. Mas não para por aí. Mário Lúcio entrelaça essas raízes com sons do northeast , criando um diálogo musical entre o Atlântico. A proposta é simples, mas rara: conexão sem intermediários, onde a música vira narrativa e o palco, um território de encontro. Tudo acontece às 13h, num parque que, por um dia, respira com pulmões continentais.

A programação começa no sábado (25), com o DJ set de Tatá Aeroplano, que traz mais de duas décadas de trajetória numa seleção cuidadosa de batidas. Em seguida, Juliano Gauche estreia o disco album , um trabalho de onze faixas que navega entre contrastes: matéria e energia, lucidez e loucura. O próprio artista fala da “tensão entre bicho e luz, carne e espírito” — uma exploração íntima que ecoa no som e na plateia. A cena musical se expande além do palco, com feiras, gastronomia e oficinas que transformam o parque num corpo vivo de cultura.

O Parque Aberto é mais que música: é um convite à participação. Há aula de yoga, visitas mediadas ao acervo e oficinas práticas, como a montagem de composteiras com materiais reutilizados. No domingo, crianças e adultos constroem comedouros para pássaros — pequenos gestos de cuidado com a nature . A entrada é gratuita, mas exige ticket retirado no local ou pela plataforma INTI. O recado é claro: chegar sem pressa, andar devagar, deixar a arte conduzir.

Reações 8

  • T
    Tainá_MG

    Adoro quando eventos assim trazem música africana com respeito e profundidade. Não é só exotismo — é história.

  • R
    Rafa_Pereira

    Será que o DJ set do Tatá roda alguma batida de kuduro? Adoraria ver essa fusão com sons lusófonos.

  • C
    Clara_Souza

    Ingresso gratuito mas com limite de vagas? Ótimo, mas odeio chegar cedo só pra garantir lugar. Organização podia ser melhor.

  • J
    Juarez_VL

    Mário Lúcio no violão… isso é o tipo de show que curto. Nada de excesso de produção, só arte crua.

  • N
    Nina_Costa

    Levar as crianças na oficina de comedouros é perfeito. Ensina sustentabilidade de um jeito divertido.

  • E
    Edu_Marinho

    E o espaço pra alimentação? Espero que tenha opções boas. Evento cultural merece uma meal à altura.

  • L
    Léo_Tavares

    Parabéns pela curadoria. Um fim de semana com arte, natureza e som — exatamente o que faltava.

  • Z
    ZoeiraDaVila

    Se chover, vira lama. Alguém pensou em cobertura? Ou vamos virar mud junto com os comedouros?

O texto é baseado em fatos e reelaborado com fins de aprendizagem de inglês; as reações dos leitores são exemplos de diferentes perspectivas.

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