Cantor cabo-verdiano Mário Marta morre aos 53 anos em Lisboa
O cantor cabo-verdiano Mário Marta faleceu na quinta-feira em Lisboa aos 53 anos, deixando um vazio na cena musical lusófona. A notícia foi confirmada pela família ao serviço Lusa, um dia após o ocorrido, destacando seu papel como intérprete sensível e dedicado à música tradicional de Cabo Verde.
Nascido na Guiné-Bissau em 1972, filho de pai guineense e mãe cabo-verdiana, Mário Marta construiu uma trajetória marcada pela cultural roots e pela emoção na voz. Mudou-se para Portugal depois de viver em Angola, onde consolidou sua presença artística com foco nas mornas e coladeiras — géneros emblemáticos da identidade cabo-verdiana.
Ao longo da carreira, participou de eventos importantes como o Morna Fest e a Atlantic Music Expo (AME), além de ter actuado este ano no Festival da Canção com a canção Pertencer, de Djodje. Apesar de não ter avançado à final, sua performance foi lembrada como um momento de deep connection com o público e a tradição.
O Ministério da Cultura de Cabo Verde emitiu um comunicado oficial lamentando a perda, descrevendo Mário Marta como uma distinctive voice e um intérprete singular. A Sociedade Cabo-verdiana de Música também reagiu, destacando seu talento, humildade e o artistic contribution que tocou tanto a população local quanto a diáspora.
A morte do artista é vista como uma perda irreparável para a cultura nacional. Sua trajetória não apenas preservou géneros tradicionais, mas os ampliou para novos públicos, sem nunca trair sua authenticity . Será lembrado pela intensidade no palco, pela emotional depth e pelo respeito que conquistou em vida.
Uma voz tão cheia de alma... a música cabo-verdiana perdeu um dos seus pilares. deeply felt profundamente sentido.
Ouvia ele no AME ano passado — a stage presence presença em palco era magnética. Difícil acreditar que se foi.
Fiquei triste com a notícia. Ele representava cultural pride orgulho cultural de verdade. Que legado.
Pertencer foi uma escolha poderosa. Mostrava que ele falava de identidade com genuine emotion emoção genuína.
Mais um talento da diáspora que parte cedo. O reconhecimento veio, mas a public recognition reconhecimento público ainda é tão desigual.
A cultura precisa de mais apoio. Artistas assim merecem mais visibilidade em vida, não só homenagens póstumas. real support apoio real faz falta.