UNAIDS usa funk no Spotify para falar de preservativo com jovens
Uma nova campanha do UNAIDS está levando mensagens de prevention ao HIV diretamente para o celular dos jovens — não em formato de panfleto, mas dentro das músicas de funk que eles já escutam no Spotify. Ao usar o Spotify Canvas, uma ferramenta de vídeos curtos em loop, a iniciativa substitui os visuais originais de hits de MC Livinho, MC Mari e MC Pikachu por animações que destacam o uso do condom , transformando cada reprodução em um momento de conscientização.
A estratégia, chamada de "Proibidão Protegidão", nasce de uma realidade urgente: quase metade das novas infecções por HIV no Brasil em 2024 ocorreu entre pessoas de 15 a 29 anos. Para Thainá Kedzierski, do UNAIDS Brasil, adaptar a language é essencial. 'Uma comunicação baseada na autonomia e nas escolhas individuais é fundamental para uma resposta ao HIV mais equitativa', diz. O foco em ritmos populares entre a geração Z mostra como a public health pode se reinventar para alcançar quem mais corre risk .
Além da campanha digital, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece gratuitamente uma rede completa de proteção: desde a PrEP e a PEP — intervenções biomédicas que reduzem drasticamente a chance de infecção — até lubricants , autotestes e tratamento antirretroviral. Mais de 225 mil pessoas já usam um comprimido único diário, que melhora a adherence ao tratamento e a qualidade de vida.
Apesar disso, os dados mostram uma tendência preocupante. Segundo a pesquisa PENSE do IBGE, o uso de preservativo entre jovens de 13 a 17 anos caiu de 72,5% em 2009 para 59% em 2019. Essa drop de mais de 13 pontos percentuais em uma década reforça a importância de estratégias criativas, como a do funk no Spotify, que vão direto ao ponto onde os jovens estão: na tela do celular, no ritmo, na decision sobre seu próprio corpo.
Incrível ver o funk sendo usado para algo tão importante. O risk risco é alto, mas a mensagem chegou no beat certo.
Eles estão onde a galera tá. Se é no Spotify, ótimo. Agora, será que tem funding financiamento pra manter isso no próximo ano?
Minha prima de 16 anos viu a animação na música do MC Pikachu e perguntou sobre PEP. Isso é impact impacto real.
Enquanto o governo corta verba de saúde, ONGs e agências como o UNAIDS fazem o trabalho sujo. Cadê o support apoio institucional?
Adorei a ideia, mas falta incluir mais sobre preservativo interno. A campanha focou no masculino, e a protection proteção devia ser simétrica.
Faz sentido: se a indústria usa algoritmo pra vender, por que a saúde não usa pra salvar? Jogada inteligente.