Montenegro participará em reunião internacional sobre navegação no estreito de Ormuz

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, vai participar numa videoconference internacional nesta sexta-feira com os líderes da França e do Reino Unido para discutir uma defensive mission no estreito de Ormuz, anunciou o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel. O objetivo é organizar uma operação multilateral que garanta a liberdade de navegação na região estratégica após o fim da guerra, num momento em que a segurança marítima se torna uma global concern .

Rangel, citado pela agência AP, sublinhou que Portugal, por tradição e interesse nacional, entende o valor dessa liberdade: "Somos navegadores há séculos", afirmou, referindo-se à identidade histórica do país. "Por isso vamos estar na reunião, vamos ver quais são os planos." A decisão sobre qualquer contribution português, disse, só será tomada quando estiverem claros os contornos exatos da missão — um sinal de que a caution precede o compromisso.

A iniciativa é liderada pelos presidentes Emmanuel Macron e Keir Starmer e envolve países não beligerantes dispostos a apoiar uma missão puramente defensiva, distinta das operações dos Estados Unidos. O foco está em restaurar a circulação segura assim que as security conditions o permitam, num estreito crucial para o comércio global de petróleo. Ainda sem contornos definidos, a operação depende de um alinhamento político entre parceiros com interesses convergentes.

Portugal já tinha aderido, no final de março, ao grupo de 30 países que subscreveram uma declaração conjunta sobre a reabertura do estreito, bloqueado pelo Irão desde o início do conflito. O texto, inicialmente publicado por Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Países Baixos e Japão, defende que a segurança marítima beneficia todos e apela ao respeito pelo international law , reforçando os principles da prosperidade e segurança globais — uma tentativa clara de isolar ações unilaterais e reforçar a multilateral response .

Reações 6

  • T
    TeresaLima

    Faz sentido participar, mas espero que não acabe em mais um compromisso vago sem real impact .

  • R
    RuiCarvalho

    Sempre a seguir os grandes. Será que temos uma foreign policy própria ou só reagimos?

  • M
    MartaPires

    O estreito é vital. Qualquer interrupção afeta o global market e acaba por nos atingir no bolso.

  • D
    DiogoF

    Boa lembrança da nossa tradição marítima. Mas será que ainda temos meios para uma contribuição real?

  • A
    AnaSoares

    Multilateral é o caminho. Isolar conflitos evita que a tension se espalhe. Apoio.

  • J
    JoãoNunes

    E se as 'condições de segurança' nunca forem boas o suficiente? Até quando vamos só wait ?

O texto é baseado em fatos e reelaborado com fins de aprendizagem de inglês; as reações dos leitores são exemplos de diferentes perspectivas.

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