De assassino de Cantanhede a "pastorinho" da igreja: veja como Renato vive os dias na prisão

O quarto 3416 do Hotel Intercontinental, em Nova Iorque, volta a estar no centro das atenções. a crime que chocou Portugal mais de uma década atrás ressurge com novas imagens e memórias ainda vivas. Foi ali, em janeiro de 2011, que o conhecido cronista social Carlos Castro foi violently assassinado. O autor do homicídio, Renato Seabra, então um jovem modelo de Cantanhede, confessou o ato e foi condenado à prisão perpétua sem direito a regresso ao seu país.

A relação entre ambos começou online, um ano antes do trágico desfecho. Carlos Castro contactou Renato através do Facebook, oferecendo apoio para ingressar no mundo da moda. O que começou como uma support profissional transformou-se rapidamente numa ligação íntima. No dia do crime, amigos de Castro notaram um comportamento disturbing em Renato: inquieto, ausente, fora de si. Depois do ato, deixou um aviso sinistro — a vítima não sairia mais do quarto — antes de fugir apressadamente.

Renato foi detido horas depois, graças ao testemunho de um taxista que o levou a um hospital para tratar ferimentos. Desde então, cumpre pena na Clinton Correctional Facility, uma prisão de alta segurança. Apesar do passado violento, tem mantido um behavior exemplar dentro do estabelecimento. Participa regularmente nas celebrações religiosas da prisão, desempenhando o papel de sacristão aos domingos — uma função que lhe trouxe alguma stability emocional e espiritual.

A fé tornou-se um pilar no seu quotidiano. Em 2013, escreveu uma carta a uma jornalista onde revelou o peso da reclusão: sinto-me tão deprimido que nem quero fazer nada. Enquanto outros fazem planos, ele reza por um milagre. A família continua a apoiá-lo — a mãe viveu em Nova Iorque por um período, e a irmã, Joana Seabra, é deputada e acompanha o caso desde o início.

Renato poderá pedir liberdade condicional em 2035, aos 46 anos. Caso negada, a decisão será revista a cada dois anos. Até lá, vive entre regras rígidas, poucas horas de recreio e a esperança de um novo julgamento. O caso, longe de estar esquecido, continua a levantar questões sobre justice , redenção e o impacto duradouro de um único ato de violence .

Reações 7

  • M
    Martinho

    O que mais me impressiona é como alguém capaz de tanta cruelty pode, depois, viver com tanta disciplina na prisão.

  • C
    ClaraM

    A fé pode ser uma powerful transformadora, mas não apaga o que foi feito. Justiça é justiça.

  • T
    Tavares

    Uma pena que o sistema não tenha identificado os sinais de instabilidade antes. Isso teria evitado uma tragedy .

  • D
    Dora_P

    Ele tem apoio da família e função na igreja, mas será que isso é suficiente para uma full social um dia?

  • R
    RuiS

    O Facebook como ponto de partida de uma relação que terminou assim... mostra o quanto as conexões online podem ser deceptive .

  • A
    Anabela

    A carta dele em 2013 é um retrato cru da depressão na prisão. Ninguém merece viver assim, mesmo que tenha cometido um crime hediondo.

  • G
    Gil

    Redenção é possível? Talvez. Mas a vítima não teve segunda chance.

O texto é baseado em fatos e reelaborado com fins de aprendizagem de inglês; as reações dos leitores são exemplos de diferentes perspectivas.

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