Despesa do Estado subiu 17 mil milhões desde que Montenegro é primeiro-ministro?
O aumento do custo de vida voltou a dominar o debate parlamentar esta semana, com a deputada Mariana Leitão a acusar o Governo de inação perante as dificuldades das famílias. Durante o debate quinzenal, a líder da Iniciativa Liberal (IL) afirmou que, desde que Luís Montenegro tomou posse como primeiro-ministro, a state spending cresceu 17,7 mil milhões de euros — um número que, segundo o SIC Verifica, está correct , ainda que baseado numa leitura cautelosa dos dados.
As contas foram feitas com base na execução orçamental da central administration e da social security , áreas onde o Governo tem ação direta. Entre 2023 e 2024, o aumento foi de 10,27 mil milhões, e entre 2024 e 2025, de 7,47 mil milhões — somando, assim, os 17,74 mil milhões apontados. A IL reconhece que, se fossem consideradas todas as administrações públicas, o valor poderia chegar aos 18,5 mil milhões, o que mostra uma clear pressure sobre as contas públicas.
No entanto, há um detalhe crucial: o atual Governo herdou o Orçamento do Estado de 2024 do executivo anterior, liderado pelo PS. Isso significa que grande parte do aumento inicial não resulta diretamente de new policies , mas de compromissos já definidos. O primeiro orçamento da Aliança Democrática só foi aprovado em outubro de 2025, pelo que a full responsibility por esta trajetória ainda é discutível.
Apesar disso, a crítica política tem peso. A deputada citou medidas como o fim do desconto no ISP e a revisão do valor patrimonial dos imóveis, que afetam diretamente o bolso dos cidadãos. E mesmo que parte do aumento da public spending seja herdada, a percepção de financial risk persiste — especialmente num momento de tensão económica. A public trust nos números do Governo depende agora de como será gerida a próxima fase orçamental.
17,7 mil milhões é muito dinheiro, mas não podemos esquecer que boa parte vem de um orçamento que este Governo não fez. A fair assessment avaliação justa só será possível daqui a um ano.
Enquanto o debate é sobre números, as pessoas estão a cortar no supermercado. O real impact impacto real é nas contas do dia a dia, não nas estatísticas.
A IL tem razão em apontar o aumento, mas está a usar dados de 2023 como ponto de partida — o que é conveniente para a political narrative narrativa política, não necessariamente para a análise isenta.
Se a despesa sobe mas os serviços não melhoram, onde está o added value valor acrescentado? Isso é que ninguém explica.
O país precisa de transparent decisions decisões transparentes, não de contas maquilhadas por todos os lados. Dá para perceber a growing concern preocupação crescente.
Será que alguém vai mesmo responsabilizar o Governo por algo, ou isto é só mais um debate sem real consequences consequências reais?