Pacote laboral: terminou sem acordo mais uma reunião entre Governo, UGT e Patrões

Terminou sem acordo, nesta sexta-feira, mais uma ronda de negociações entre o Governo, a UGT e os Patrões sobre a revisão da labor law . Apesar da tentativa de consenso, as partes não chegaram a uma posição comum, mas o clima não é de ruptura. O secretário-geral da UGT, Mário Mourão, revelou que os Patrões deram luz verde à proposta do Executivo, o que abre caminho para uma versão final mesmo sem o acordo unânime das três partes.

O Governo vai enviar ainda hoje a nova versão do documento à UGT, que convocará um secretariado nacional extraordinário para decidir se aceita ou rejeita as alterações. Mourão explicou que se entendeu que se quickly esgotaram as possibilidades de convergência em temas-chave. "Julgo que é unânime entre todos que tínhamos esgotado todas as possibilidades de haver aproximações", afirmou, indicando que a decisão final será assumida com base no que foi possível consensualizar — e no que não foi.

A ministra do Trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho, reconheceu que o projeto "não é aquele que o Governo gostaria", mas defendeu que ainda assim se trata de uma reforma positiva. "Reforça os direitos dos trabalhadores em muitas, muitas matérias", disse, destacando que a proposta também dá new tools às empresas para aumentar a produtividade — e, com isso, os salários. Para o Governo, mesmo assim, há public trust no rumo da negociação.

Armindo Monteiro, presidente da CIP, disse que a proposta "não é a que gostaríamos", mas está "em condições de ser consensualizada". Para ele, o resultado é um equilíbrio difícil, mas necessário. "Não sendo a versão que gostaríamos que fosse, é aquela que achamos que está em condições de ser consensualizada", afirmou, negando que a proposta enfraqueça direitos ou abra caminho ao despedimento fácil. O que está em jogo, segundo ele, é uma resposta a dificuldades reais do mercado.

Já a CGTP, ausente nas negociações, criticou fortemente o processo, denunciando uma discussão feita "à socapa". O secretário-geral Tiago Oliveira acusou o Governo de fingir abertura enquanto trabalha para piorar a legislação. Para a intersindical, nenhum processo é legítimo sem o seu acordo. A manifestação em Lisboa reforça o risk de conflito social crescente, com a reforma a entrar numa fase decisiva — e politicamente sensível.

Reações 6

  • P
    PauloR

    Se a UGT ainda não disse sim, então a decision final ainda está em aberto. Isso muda tudo.

  • L
    LiaCosta

    Negociar sem a CGTP é o mesmo que decidir sobre saúde sem chamar médicos. Onde está a public trust nisso?

  • M
    MiguelTS

    O price de 'equilibrar' pode ser alto demais para os trabalhadores. Já vimos esse filme.

  • A
    AnitaPR

    Dizem que dá ferramentas às empresas, mas será que também dá proteção aos mais vulneráveis? Essa parte não está clara.

  • J
    JoaoF

    A pressure aumenta, e o Governo sabe que cada dia sem consenso profundo é um dia de instabilidade.

  • C
    CatarinaL

    Chamar isto de 'reforma muito boa' enquanto excluem metade do movimento sindical é no mínimo ousado.

O texto é baseado em fatos e reelaborado com fins de aprendizagem de inglês; as reações dos leitores são exemplos de diferentes perspectivas.

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