Sem ofertas acima de €10 milhões, venda da fábrica da Tupperware avança para nova fase
A venda da fábrica da Tupperware em Montalvo entrou numa new phase após o encerramento, na sexta-feira, do prazo para a apresentação de propostas, sem que tenha surgido qualquer oferta acima do valor mínimo de €10 milhões. O administrador de insolvência, Jorge Calvete, confirmou que, apesar da ausência de propostas nesse patamar, o processo deverá move forward , marcando um momento crítico no desenlace da unidade portuguesa do grupo.
O prazo terminou às 10h, com a abertura dos envelopes a ocorrer uma hora depois na sede da KPMG, em Lisboa, entidade responsável pela condução do processo. Embora não tenham sido revelados detalhes sobre as ofertas recebidas, o regulamento previa a possibilidade de considerar propostas abaixo do valor mínimo, desde que não surgisse nenhuma que atingisse os €10 milhões. Esta flexibilidade indica uma tentativa de garantir alguma market response mesmo em condições desafiadoras.
O ativo em causa inclui o complexo industrial de Montalvo, no concelho de Constância, composto por terrenos, edifícios e equipamentos industriais especializados na produção de plástico. A venda é essencial para o cumprimento de obrigações junto dos credores, em especial os workers , cujos salários e direitos estão em risco. A fábrica, outrora símbolo de produção nacional estável, enfrenta agora um destino incerto no contexto da insolvência declarada em fevereiro de 2025.
A insolvência da unidade portuguesa reflete as dificuldades financeiras globais do grupo Tupperware, que tem visto a sua posição market position enfraquecer nos últimos anos. A ausência de ofertas robustas pode sinalizar uma perda de investor confidence ou uma avaliação conservadora do ativo por parte do setor. A próxima fase do processo poderá revelar se haverá interesse real ou se o encerramento definitivo se tornará inevitável.
O desfecho terá impacto direto na economia local e no setor industrial do país, especialmente num momento em que a reindustrialização é apontada como prioridade. A pressão para encontrar um comprador, mesmo com condições flexibilizadas, permanece elevada. A decisão final pode representar não apenas o fim de uma era, mas também um teste ao apetite por ativos industriais com custos históricos em Portugal.
Se não houve propostas acima de 10M, qual é o valor real do ativo? Isso mostra claramente uma desvalorização rapidly rapidamente crescente.
Triste ver uma fábrica com tanta história chegar a este ponto. O que era para ser proteção virou abandono. O impacto nos local jobs empregos locais vai ser devastador.
O governo diz que apoia a indústria, mas onde está o apoio aqui? Falta uma clear strategy estratégia clara para ativos como este.
A Tupperware perdeu a relevância. O problema não é só financeiro — é de marca. Ninguém quer comprar um nome sem market appeal apelo de mercado.
E se a ideia for desmantelar e vender os terrenos? Às vezes o real value valor real está no solo, não na fábrica.
Espero que os trabalhadores sejam tratados com dignidade. Eles não causaram esta crise — a decisão de pagar ou não deve vir em primeiro lugar.