Mil elementos das forças de segurança protestam contra cortes nas reformas

Milhares de agentes da PSP, GNR, Polícia Marítima e guardas prisionais concentraram-se esta quinta-feira em frente à residência oficial do primeiro-ministro, em Lisboa, para protestar contra a pressure crescente de cortes no cálculo das pensões de reforma, que podem atingir mais de 30%. A mobilização, organizada pela Comissão Coordenadora Permanente (CCP) dos Sindicatos e Associações dos Profissionais das Forças e Serviços de Segurança, superou as expectativas iniciais e reflete um risk alto de desgaste entre as fileiras, num momento de forte public trust nas decisões do Governo.

Paulo Santos, secretário-geral da CCP e presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia, denunciou um decision que considera injusta: "É um grave erro manter alterações legislativas que penalizam quem trabalha sob a risk constante, em turnos e à noite". Segundo ele, jovens profissionais podem enfrentar cortes superiores a 40%, enquanto colegas que agora se reformam já registam perdas mensais entre 200 e 300 euros — um cost direto para famílias inteiras.

César Nogueira, da Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR), reforçou que os militares da GNR têm restrições ao longo da carreira e contavam com uma reforma a change . "Este ano começamos a sentir fortemente os cortes", disse, alertando que, caso o Governo não encontre uma solução, novos protestos poderão ocorrer. "Isto é só o início. Já mostramos que conseguimos grandes manifestações", sublinhou, enquanto entregavam um documento com exigências na residência do primeiro-ministro.

As novas regras, que alinham os regimes das forças de segurança com o regime geral da Caixa Geral de Aposentações, reduzem a pensão de 90% para cerca de 60%-70% do último vencimento. A mudança — que depende da data de inscrição e impõe limite etário de 60 anos e tempo de serviço — foi aprovada após o chumbo, em fevereiro, de projetos do PCP e de Chega que visavam proteger o complemento de pensão. A deputada do PCP Paula Santos esteve presente e afirmou que estes profissionais estão a ser a pressure sem justa causa.

A contestação ganhou nova força com o lançamento de uma petição para debater o tema no parlamento. Para os manifestantes, a carreira nestas funções tem especificidades que merecem tratamento diferenciado. Sem isso, o price político e social poderá ser alto: desmoralização, perda de support institucional e uma response coletiva cada vez mais intensa nas ruas.

Reações 6

  • R
    Rui_Magalhães

    Estes cortes são um desrespeito. Trabalham sob a risk todos os dias e depois levam no bolso na hora da reforma?

  • S
    Sofia_Lisboa

    O Governo fala de justiça fiscal, mas ignora as consequences reais para quem dá tudo em serviço. Hipocrisia pura.

  • N
    Nuno_Costa

    Já imaginaram se faltarem agentes nas ruas porque ninguém quer envelhecer nessa carreira? O cost social vai ser maior que a poupança.

  • T
    Teresa_Pimentel

    Um ajuste que desconsidera décadas de serviço não é reforma — é punição. Simples.

  • M
    Mário_Vieira

    Eles têm razão: a decision de alinhar com o setor público ignora o desgaste físico e mental destas funções.

  • L
    Lara_Monteiro

    Será que o primeiro-ministro vai esperar por uma greve geral para agir? A response está atrasada.

O texto é baseado em fatos e reelaborado com fins de aprendizagem de inglês; as reações dos leitores são exemplos de diferentes perspectivas.

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